- Contos Eróticos
- dezembro 19, 2025
Cadernos, papéis, canetas, três canecas de café, dois copos de água e sei lá mais o que estavam espalhados pela casa enquanto Rachel tinha crise de criatividade e não conseguia concluir a sua coluna que deveria ser entregue na segunda de manhã. Já era domingo, e eu tinha visto ela tentar de tudo já. Devia estar com a bunda quadrada de tanto tempo sentada na cadeira nesse fim de semana de Sol. Mas não só sentada. Andava para lá e para cá. Para o sofá, para a cama, para a varanda, para a cadeira. Não necessariamente nessa ordem.
Quando a vi saindo da cozinha e indo se sentar na mesa da sala com mais uma caneca de café em meio a uma papelaria completa, fui à cozinha pegar um copo de água bem gelada para que bebesse. Cheguei ao seu lado, impedi que levasse a caneca até sua boca, tirando-a em seguida da sua mão. ‘Toma, você precisa refrescar a mente e a boca’, disse dando o copo na sua mão e fazendo-a pegá-lo com as duas.
‘Se prepara’, disse saindo até a cozinha para jogar o café fora e depois indo misteriosamente para o quarto. Tomei um banho rápido para limpar minha pele e relaxar. Um banho gelado para refrescar nesse calor incessante que fazia em dezembro.
Voltei nua para sala com minha bolsinha.
Rachel demorou um segundo ou meio para notar minha chegada triunfal pelada. ‘Está com calor mesmo!’, disse voltando rapidamente o olho para a tela forte do computador enquanto batia a canela no joelho da perna que apoiava o pé na cadeira. Ainda entrava um resto de Sol que já começava a se despedir pela sala.
Me deitei calmamente no tapete que ficava no chão da sala. Abri minha bolsinha e tirei canetinhas comestíveis deixando-as no chão. ‘Pronto. Agora pode rascunhar em mim também’, falei deixando Rachel livre para fazer o que quisesse.
Fechei meus olhos. Mas a senti chegar e sentar no sofá ao meu lado e pegar as canetinhas para vê-las de perto. Pelo barulho, imagino que tenha passado uma na mão para sentir o que era. ‘Doce isso’, falou provavelmente mexendo incessantemente a língua e os lábios.
Senti então o primeiro toque da ponta da caneta pelo meu corpo. Acho que essa não foi uma palavra, pois foi um caminho contínuo percorrido pela minha pele com algumas curvas. Ouvi uma respiração oscilante, como se fosse uma risada.
E então Rachel sentou-se sobre mim, pouco abaixo do meu quadril e começou a escrever pelo meu corpo. Acho que trocava de caneta algumas vezes e agora pareciam palavras. A ponta da caneta percorria meu corpo da direita para esquerda, de cima para baixo. Engraçado que senti até os pingos nos ‘i’s.
Quebrei o silêncio com uma insinuação. ‘Sabe como faz para a apagar, né?’. Rachel apenas emitiu um som esperando uma resposta. ‘Tem que lamber’, conclui.
‘Então acho que errei aqui’, falou passando a caneta no meu pescoço e logo depois dando uma linguada eterna nele. Emendou num beijo na minha boca. Sua língua doce com gostos doces variados abafando o do café. Melada sua língua tornava nosso beijo mais lento, pois elas demoravam mais a percorrer uma à outra. Sugeri que bebesse mais um pouco da água gelada. Isso mudou tudo. Abri minha bolsinha e tirei o gel Vibration Chiclete. Puxei Rachel pelo queixo abrindo a boca dela e botei um pouco na sua língua. Ela entendeu. Começou a salivar ainda mais. E agora podia apagar meu corpo todo e recomeçar.
Foi o que ela fez. Beijou meu pescoço, minha boca, meu rosto, se acabou nos meus doces peitos, lambeu minha barriga e chegou à minha buceta. Abriu minhas pernas e começou a me chupar. Uma chupada doce e intensa na minha buceta melada. Sua boca babava. Eu passava a mão pelo meu corpo ainda melado e chupava meu dedo. Rachel tirou sua boca para me penetrar com dois dedos e me dedar. Voltou com a sua boca após um gole surpresa de água gelada que eu não tinha visto causando um choque térmico com o fervo que acontecia entre as minhas pernas. Me arrancou arrepios e outras coisas. Meus mamilos enrijeceram ainda mais e pude apertá-los. Estiquei os braços e me inclinei lateralmente para alcançar o copo e enfiar os dedos no copo para depois deixá-los pingar sobre o meu corpo.
O Vibration parecia ainda fazer efeito, pois Rachel me chupava com determinação e foco usando a outra mão para caminhar tranquila pelo meu corpo. Pressionei seu rosto contra minha vulva quando estava perto do orgasmo. Ela se manteve no ritmo que eu queria e me dedava gostoso. Conhecia cada linha do meu corpo. Gozei com as pernas bem abertas derramando meu doce tesão na sua boca. Rachel levantou-se rápido me pedindo para esperar. Voltou com duas pedras de gelo na mão. Botou uma na boca e outra passou pelo meu corpo. Me deixava mais molhada. Nosso beijo gélido com o resquício de Sol batendo no nosso corpo. Puxei Rachel para cima de mim e a pus sentada na minha cara. Agora, eu repousava na sombra enquanto os últimos raios já não tão fortes se despediam do corpo da Rachel. Eu esticava os braços para alcançar seus peitos. Mas depois desci para sua bunda e vi que ela continuava redonda e gostosa. Rachel deixava pingar e escorrer gotas do gelo pelo seu corpo. Elas alcançavam minha boca e sumiam a cada chupada que eu dava nela. Sua mão passou a apertar meu cabelo e seu quadril a se mexer com mais intensidade.
Meu rosto era esmagado pela contração das suas pernas. Ela escorregou pelo meu corpo colando o seu no meu, virando um só.
Me coloquei sentada apoiada no sofá e Rachel à minha frente. Beijei suavemente seu pescoço. Perguntei se tinha mais gelo. Ela disse que não. Molhei os dedos no copo, mas água já não estava mais tão gelada. Molhei seu corpo com a água morna. Apertei seus peitos e fui com as mãos na sua buceta. Enforquei com carinho seu pescoço enquanto dedei sua buceta. Vi sua cabeça revirar. A sentia encharcada.
Lembrei-me que ela ainda não tinha usado o nosso novo vibrador. Peguei na minha bolsinha o Iconic e a penetrei com ele. Ela abriu ainda mais as pernas. Não liguei o sugador dele. Queria sentir sua buceta molhada. Com uma mão eu penetrava o Iconic, com a outra eu massageava seu clitóris. Rachel foi caindo de lado nos meus braços que a abraçavam pela cintura. Gemia de olhos fechados. Os gemidos às vezes eram trancados pelos dentes cerrados nos lábios, às vezes ganhavam força suficiente para voar alto até as ruas. O movimento do dedinho do Iconic a levava à loucura, e meus dedos também. Ela gozou e se rendeu. Seu corpo caiu pesado de perna aberto sobre meu braço e perna. Me inclinei para baixo e a enchi de beijos. Aos poucos, fui me ajeitando para deixá-la deitada apenas nas minhas duas pernas. Rachel permanecia praticamente imóvel. Respirava fundo. Acho que era um pouco de alívio de toda tensão do fim de semana.
Me levantei para pegar mais água. Quando voltei, Rachel estava deitada no sofá. Ela se inclinou um pouco para cima para beber um pouco de água. Agradeceu, virou-se para o lado e fechou os olhos. Saí de fininho. Ela apagou ali. Enquanto isso, ajeitei as coisas da sala, recolhi as canecas, copos, papeis, cadernos, computador. Depois tomei um banho. Pedi uma pizza, mas nem assim Rachel acordou. Liguei o ar no quarto e fiquei comendo vendo filme. Deixei metade da pizza de marguerita para ela. E então fui dormir.
Ela acordou por volta de 23h. Tomou um banho e voltou para escrever. Enfim, concluiu sua coluna e enviou.
Por volta de 1h, senti sua chegada na cama. Ela me deu um beijo leve de boa noite. Eu puxei seu braço e a encaixei na conchinha comigo.