- Contos Eróticos
- julho 10, 2025
Desde pequena eu admirava a Gisele, mesmo ainda sem saber como era essa tal admiração. Lembrava de ir na casa da Bia e ficar olhando pra sua mãe e pensando ‘quero ser igual a ela’. Ela falava de forma firme, convincente, despojada. Parecia não ligar para o que os outros pensavam. Não sei se na minha juventude, adolescência já sentia atração por ela. Talvez ainda nem pensasse em pegar mulher.
Quando eu e Bia nos formamos na faculdade, sua mãe tinha acabado de se separar do seu pai. Ali, parecia que surgia uma nova Gisele. Ainda mais forte e ainda mais animada.
Lembro que quando íamos jantar, beber ou almoçar na casa delas, era sempre muito animado. Gisele sempre contava causos dos seus peguetes, encontros, romances. Tirava sarro, fazia piadas. Até que um dia comentou de quando saiu e transou com uma mulher. Não sabia que ela era bi. Bia também não reagiu de forma surpresa. Provavelmente já sabia. Mas nunca havia me contado. Aquilo, de alguma forma me acendeu. Meus mamilos se excitaram. Prestei atenção nessa história com atenção redobrada. Talvez com atenção até demais, pois me calei fixada nos movimentos dos seus lábios. Pode ser que eu tenha até me inclinado para frente como quem quer tocá-los, senti-los.
Lembro que fui para casa nesse dia e fiquei pensando na história contada por ela. Gisele não havia entrado em detalhes de como era a mulher, apenas em como foi o encontro. Então, tive que imaginar como ela era. E nesse dia me toquei imaginando Gisele com outra mulher. No dia seguinte, quando meu corpo descansou na cama, minha cabeça despertou no travesseiro. De novo imaginei Gisele, mas agora com uma mulher diferente. Não sei quantos dias foram para essa imaginação parar de me consumir. Mas ela descansou no meu subconsciente.
Eu ia almoçar na casa da Bia, era um sábado nublado, que às vezes fazia frio, às vezes fazia calor. Quente demais para ficar de casaco. Frio demais para ficar só de blusa. Quando cheguei no prédio, os porteiros todos já me conheciam e nem interfonavam mais. ‘Pode levar isso para a dona Gisele, por favor? Avisa que acabou de chegar’, me pediu Rogério me entregando uma caixa de papelão. Peguei sem curiosidade alguma.
Subi os oito andares de elevador.
A porta estava encostada já esperando a minha entrada.
Gisele estava de costas na cozinha. Cheguei e a cumprimentei com um beijo lateral na bochecha enquanto ela terminava de preparar o estrogonofe que comeríamos no almoço.
‘Bia, chegou compra para você’, gritei para ela que estava no quarto.
‘Ah não, querida. É meu mesmo. Fui eu que comprei. Pode deixar ali em cima da mesa, por favor’, disse Gisele apontando com a espátula.
Deixei e quando ia saindo da cozinha, chegou Bia saltitante perguntando onde estava o que tinha chegado, mas a desapontei dizendo que era para sua mãe.
‘Hm, achei que eram meus suplementos’, lamentou.
Almoçamos no clima alegre de sempre. Gisele não contou dos dates, nem das paqueras. Falou que estava exausta de trabalho e que precisava tirar um fim de semana para si e que nesse sábado o encontro dela era com a própria cama.
‘Mas eu tenho. Vou para a casa do Marcelo que vou conhecer os pais dele’, disse Bia mexendo os ombros com tom irônico de superioridade.
‘E você? Não vai sair?’, me perguntou Gisele.
‘Não, né. Bia me trocou pelo Marcelo’, falei brincando rindo para ela.
‘Então você fica aqui comigo’, emendou Gisele rindo segurando minha mão que repousava na mesa.
Nessa hora, eu travei. Fiquei em silêncio. Mas acho que passou batido por elas.
‘Olha que ela fica. Mais um pouco vai pagar aluguel aqui’, completou Bia.
Me ofereci para tirar a mesa. Mas elas nem responderam. Eu já era de casa e já fui tirando. Quando terminei de tirar e voltei à mesa da sala, Gisele abria sua compra.
Dentro da caixa de papelão, havia uma sacola grande e sensual.
‘São meus namoradinhos’ falou Gisele rindo e tirando com a maior naturalidade o que tinha na caixa.
‘Isso vocês conhecem, né?’ nos provocou.
Em outra época, eu talvez tivesse reagido com mais naturalidade. Mas depois que soube que ela também pegava mulheres, tudo mudou. Comecei a reparar nas suas mãos, lábios, olhos quando ela começou a desembrulhar.
‘Esse é o Delight by Désir, acho que vai ser meu queridinho, ele penetra, tem o sugador no clitórise e ainda vem com controle pra facilitar na hora’ apresentou enquanto mostrava.
Bia entrou na brincadeira.
‘Caramba, mãe. Sério? Como funciona isso?’
Depois, nos apresentou o sugador Pulpi by Désir, que era como um polvo, fofinho e bonitinho.
Continuou tirando coisas. Saíram ainda um lubrificante neutro à base de água e um para sexo oral hot. E por fim uma venda.
Aquilo tudo mexeu muito com a minha mente. Imaginei tudo na Gisele.
Já passava das 16h, fomos para o sofá, conversamos, botamos um filme. Colocamos uma coberta sobre nós. Gisele e Bia dormiram. Me levantei e olhei as compras dela todas largadas em cima da mesa. Passei a mão por elas, imaginei tudo de novo. Comecei a sentir um tesão. Quando percebi, esfregava meu antebraço pelo meu peito, acariciava meu próprio corpo.
Fui para o banheiro e comecei a me tocar. Fui burra. Fui para o banheiro de visita, que era na sala. Não podia gemer. Minha buceta bem molhada. Mas logo parei. Queria fazer isso com calma. Em casa.
Fiquei olhando o Instagram. Stories da Gisele. Foto do almoço de nós três. E no canto da mesa a caixa. E pensar que todos que vão ver o stories jamais vão imaginar o que tem dentro.
Logo Bia acordou. Fomos para o quarto dela para conversar. Já estava escuro e logo ela começou a se arrumar para sair quando começou a chover. Gisele apareceu no quarto. Ficamos sentadas na cama avaliando e ajudando Bia a escolher a roupa para conhecer os sogros.
Ela ficou pronta. Se despediu da mãe. E eu me despedi também.
‘Que isso! Você não vai ficar comigo? Minha filha e minha amiga vão me abandonar?’ falou abrindo os braços e gesticulando muito. ‘Fica, vamos pedir uma pizza. Dorme aqui no quarto da Bia e amanhã ela já conta pra gente todas as fofocas e já começa a falar mal dos sogros pra gente’. ‘Eu peço uma pizza’ deu sua cartada final. Bia também me incentivou a ficar.
E eu fiquei.
Bia foi embora.
Gisele se deitou no sofá e cobriu seu corpo. Eu me deitei na outra ponta, de frente para ela. ‘Vou pedir a pizza para gente’ falou pegando o celular. Mas levantou subitamente. ‘Ah, já sei, vamos tomar um vinho’. E foi pegar um vinho. Serviu as duas taças e me serviu. Brindamos. Tomamos um gole.
Ela voltou a se deitar e se cobrir, esticou o braço para apoiar a taça na mesa de centro. Eu dei mais um gole antes de repetir seu ato.
Nossos pés se encontraram embaixo da coberta. Enquanto ela falava e procurava algo no Netflix, eu ficava olhando seu rosto, seus traços, seus detalhes.
Quando ela me olhou, estava fixada nela. ‘Que foi?’ disse rindo e esfregando seu pé no meu.
Não sei o que deu na minha cabeça, mas fui para cima dela. Me deitei sobre seu corpo e parei a um centímetro da sua boca.
Gisele não reagiu. Pelo contrário, ficou completamente parada olhando no meu olho. Queria que eu avançasse.
Foi o que fiz. A beijei com vontade. E aí sim suas mãos agarraram meu rosto para me beijar de volta. A faísca nos fez explodir. Gisele de cara tirou minhas blusas e sutiã. ‘Que peitos lindos!’ disse com a cara nos meus mamilos. Suas mãos entraram no meu jeans folgado e apertaram minha bunda. ‘Safada hein, já veio preparada’ falou quando percebeu meu fio-dental. ‘De alguma forma, sim’, respondi.
Me sentei sobre seu corpo e ela se ergueu para eu tirar sua blusa. Já estava sem sutiã. Ela também tinha peitos lindos. A esmaguei contra os meus. Mas ela me virou e me jogou no sofá. Com esforço, tirou meu jeans. Mas não minha calcinha. Me virou de costas para ver minha bunda de fio dental. Me deu um tapa na bunda. Que bunda gostosa. E brincou com o fio dental. Se deitou por cima de mim e achou o espaço entre meu corpo e o sofá para invadir minha calcinha e tocar minha buceta molhada. No meu ouvido, despejava gostosuras e travessuras. Começou a me tocar ali com meu gemido sufocado pela almofada. Só ela falava e respirava.
Gisele saiu subitamente de cima de mim. Ainda de costas, achei que algo tinha acontecido errado. Mas logo ela voltou. Quando me virei, ela vinha rindo, com os peitos balançando em minha direção e sorridente.
‘Vamos estrear tudo!’. Apoiou os brinquedos na mesa e tomou mais um gole de vinho. Se ajoelhou na minha frente e tirou minha calcinha. Começou a me chupar com um tesão absurdo. Sua bunda de quatro me excitava. Me estiquei para apertá-la e dar umas palmadas. Peguei o Delight e comecei a passar vibrando pelas suas costas até chegar à sua bunda. Alcançava apenas a entradinha da sua buceta. Mas era o suficiente para lhe arrancar gemidos. Ela me empurrou para trás fazendo minhas costas relaxarem no sofá e botou as mãos nos meus dois peitos para me chupar com mais intensidade. Chupou meu clitóris, fez ele dançar na sua boca. E antes que eu gozasse, parou. Subiu e me beijou ardentemente.
Pegou o Pulpi e botou no meu clitóris enquanto me penetrou com dois dedos e começou a me dedar. Me fuzilava com os olhos e me via estremecer no sofá. Mordia os lábios, apertava meus próprios peitos. Eu ia gozar. E eu gozei muito. Gritei de prazer. Gisele me incentivava a gemer mais alto e não tirava seus dedos de mim. Me chamava para gozar mais. E eu gozei. Squirtei na cara dela. Gisele chegou mais perto da minha buceta para sentir todo meu tesão.
Quando parou, foi difícil recuperar o ar. Gisele montou no meu colo e começou a beijar meu rosto suavemente. Acariciava meu cabelo. Minha respiração ainda era irregular.
‘Quero que me faça gozar também’.
Saiu de cima de mim, pegou o Delight e deu na minha mão. Olhei para ela ainda me recuperando. Ela se deitava ao meu lado.
Fui lentamente para cima dela. Queria beijá-la, devorá-la. E fiz isso, a beijava sem parar. Minhas mãos chegaram até a sua buceta. Queria senti-la. E comecei a tocá-la. Estava tão molhada quanto eu. Talvez mais.
Beijei, mordi e lambi seu pescoço. Chupei seus peitos, sua barriga. Cheguei na sua buceta e me acabei. Lambi, beijei. Sem pressa.
Peguei o Delight e comecei a passar ao redor dela. Me afastei para admirar e vê-la vibrar. Ela apertava os próprios mamilos de olhos fechados. E eu passando nos seus lábios, ao redor do clitóris, para cima, para baixo, na vagina.
Penetrei o Delight e tirei. Penetrei todo novamente e tirei. Penetrei uma vez mais e tirei mais uma. Queria vê-la delirar e pedir para eu fodê-la. E foi o que ela fez. Encaixei o Delight nela com o sugador virado para baixo para que eu pudesse chupar seu clitóris e fazê-la gozar. E foi o que aconteceu. Ela gozou gostoso na minha boca.
‘Bota o sugador agora’, me pediu ofegante. Liguei a parte do sugador no clitóris dela. Ela segurou firme nos meus cabelos e me puxou pra cima. Me beijou enquanto eu a fodia com o Delight. ‘Isso é muito gostoso! Tínhamos que ter feito isso antes’, saiu espremido entre seus dentes cerrados. ‘A gente pode fazer isso sempre’, respondi com sua boca quase dentro da minha.
E logo depois Gisele gozou. Abraçou meu pescoço com o braço e me sufocou em meio ao seu cabelo. Gemia baixinho. Arranhava minhas costas. E aos poucos foi suavizando até transformar numa carícia.
Me ajeitei no seu colo e relaxei. Coloquei o Delight deitado na sua barriga.
‘A gente vai contar?’ rompeu o silêncio.