Blog Désir Atelier

Postagens recentes

Quando eu vi o Mateus, ele estava entrando no banheiro, e eu estava no bar para pedir meu drink. Meus olhos congelaram na sua entrada e no movimento do banheiro masculino. Torci para meu drink chegar logo, achei que ele não tinha me visto e queria evitar esse encontro. Meu drink chegou e não vi se ele já tinha saído, pois fiquei evitando a porta para não trocarmos olhares por acaso. Quando eu saí do bar e fui andando para encontrar minhas amigas, Mateus veio me acompanhando atrás de mim, e quando me virei para tentar achá-las, dei de cara com ele, quase esbarrando meu peito no dele. Travei. Ele deu uma risadinha, pois ele havia já estava esperando isso. Me cumprimentou e tentou puxar um papo furado comigo. Mas só o cumprimentei e disse ‘hoje não, Mateus’. 

Nas últimas vezes que havíamos nos encontrado, ou terminou em sexo ou terminou em discussão. Dessa vez eu só queria me divertir. 

Me afastei enquanto ele ficou ali parado me observando partir. Não demorou para que eu encontrasse minhas amigas. Dançamos, curtimos. Chegaram duas mensagens do Mateus falando que eu estava linda e que queria conversar. Guardei o celular no bolso sem respondê-lo. Quando ergui os olhos para a pista, ele me observava de longe, dava uma risadinha mordendo o lábio e mexendo a cabeça lateralmente. Tentou até um movimento com a cabeça me indicando para encontrá-lo num canto, mas não foi correspondido.

Porém, a noite corre, a bebida entra, as opiniões mudam.

Quando eu saía do banheiro, dei de cara com ele sozinho. Ele me pegou pela mão, conversamos mais próximos do que eu desejava. Ele estava cheiroso como sempre foi. Ficou se fazendo de inocente, mas se insinuando para mim. Aos poucos, fui relaxando. Já passavam das 2h30. E num momento de relaxamento, distração e guarda baixa, nos beijamos. Não posso negar que seu beijo era gostoso e ele sabia meus pontos fracos. A pegada na cintura para deixar nossos corpos mais juntos e o fim do beijo com a boca escorrendo pela bochecha e uma mordida na orelha.

Passou pouco tempo até ele me chamar para ir à casa dele. De início, resisti. Mas a festa já se caminhava para o fim, minhas amigas já deviam ter ido embora, e eu estava cansada. Então, aceitei. O Uber deve ter demorado uns 10 minutos para chegar o que já me ajudou a começar a cair em mim. Quando chegou, no caminho de 25 ou 30 minutos até a casa dele o arrependimento foi batendo. A voz dele me irritava enquanto seu toque me excitava. 

Chegamos à sua casa, que eu já conhecia muito bem. Estava meio zoneada. Me ofereceu água. E já começou a tentar me beijar e transar ali na sala. 

Brequei.

Falei que precisava ir ao banheiro. Pensei em ir embora. Mas já estava ali. A foda era boa, ia aproveitar o que tinha.

Começamos a nos beijar na cama. Ele rapidamente tirou meu vestido despindo meus peitos, deixando apenas a calcinha. Mateus começou a tirar a blusa, depois a calça, a meia. Ficou só de cueca sentado na beira da cama enquanto eu me mantinha em pé. Seus dedos tocaram meu sexo bem molhado e quente. Abaixei minha calcinha até o pé e depois a joguei para o lado.

Empurrei seu peito para que se deitasse para trás. Devia estar esperando um belo boquete, mas vim por cima e me sentei na cara dele. Comecei a rebolar devagarinho para que me chupasse e para deixar sua cara toda babada. Brinquei com meus peitos. Esfreguei bastante, misturando prazer com a tortura de deixá-lo sem ar e sem respirar. Rocei bastante até sentir que sua língua e sua mandíbula estavam fadigadas.

Saí de cima. 

‘Me come de quatro’, pedi. Não queria olhar na cara dele ali. Só queria gozar. 

Mateus ficou meio sem reação e demorou a entender o que eu pedi, pois provavelmente esperava um boquete. 

Ele veio por trás, seu pênis rígido me penetrou. Eu fechei os olhos para sentir melhor. Mateus metia e tirava tudo. Pegava firme na minha bunda, depois na cintura, depois batia na minha bunda, arranhou minhas costas. Tentou puxar meu cabelo e meu rosto para beijá-lo, mas como num cabo de guerra, resisti e me mantive de quatro de cabeça baixo. Eu dava gostoso. Mas faltava algo ainda para gozar.

Saí e me pus sentada. Perguntei se ainda tinha o Lyke, anel peniano que usamos muito juntos quando namorávamos. 

Ele disse que sim. Saiu da cama e foi pegar na gaveta.

O coloquei sentado na cama, ele colocou o Lyke e me sentei nele. Comecei a roçar, rebolar, mexer o quadril, sarrar no pau dele enquanto o Lyke me estimulava no clitóris. Puxei os cabelos num misto de raiva e tesão. Mordi meus lábios rebolando na piroca dele e no Lyke. Estava caminhando para o orgasmo. Cravei minhas unhas no pescoço dele. ‘Te odeio’, disse cerrando os dentes. Ele riu. Bateu na minha bunda e disse que também. ‘Te odeio’, repeti mais forte deixando o ar fugir pelos dentes cerrados. Minhas unhas fincadas arrastaram e arranharam sua pele enquanto minhas palavras saíram. ‘Você é um babaca’, falei enquanto intensificava os movimentos. Cheguei ao orgasmo soltando mais algumas palavras de ódio enquanto minha perna tremia e amolecia. Caí para o lado com a respiração pesada. 

Acho que ele ficou alguma atitude mais minha, um boquete ou que continuássemos. Mas eu já tinha feito que tinha ido fazer ali. Por um tempo, ele acariciou mansamente meu corpo. Não tirei sua mão enquanto me recompunha. Quando percebeu que nada mais ia rolar, se levantou para ir ao banheiro e se limpar. Aproveitou para tomar um banho. 

Ele falava comigo, mas eu não entendi bem porque eu recolhia minha roupa e saía. Por último, ouvi me chamar para tomar banho com ele. Mas já estava de saída. Eu sabia o caminho.

Mateus só deve ter ouvido o barulho da porta.

Quando entrei no Uber para minha casa, tinha sua mensagem: ‘Você foi embora?’.

E nunca mais o respondi nem o vi.

Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens recentes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *