- Blog, Contos Eróticos
- maio 28, 2026
Conto Hétero
O relógio marcava mais de 10 mil passos às 21h mesmo sem que Vanessa tivesse saído de casa. Aliás, saiu até a portaria no horário do almoço para pegar a comida que havia pedido. A janta foi o resto do almoço e nada mais. Já tinha tomado banho. Já tinha tomado uma taça de vinho. Via os segundos passarem encarando o relógio digital. As páginas na tela do computador estavam brancas.
Dali a dois dias teria que entregar o primeiro rascunho do projeto do seu novo livro. Vanessa tinha escrito dois romances de sucesso. Histórias de amor. Casais que nasceram um para o outro e descobriram isso no meio da vida, vencendo as adversidades que apareceram pelo caminho.
Porém, há dois anos sentia dificuldade em escrever novas histórias de amor. Não coincidentemente, era o mesmo tempo que havia do seu divórcio com Manoel. Quando aceitou o convite para escrever seu terceiro romance cinco anos depois do segundo, aceitou por impulso. E agora tinha um compromisso incancelável. Na verdade, podia cancelar desde que devolvesse o sinal que recebeu do projeto e pagasse a multa do contrato.
A proximidade da primeira apresentação para a editora estava fazendo com que subisse pelas paredes. Passava mais tempo andando pela casa que sentada escrevendo. Inúmeras vezes escreveu a primeira frase. Mas a segunda nenhuma vez.
Nesses dois anos, também havia decidido parar de fumar. Havia apenas uma exceção: um dia por mês poderia fumar. Não mais que isso.
Relutou ao longo do dia. Mas ao seu fim, resolveu ceder. Usaria seu único dia de fumo logo no dia 02. Foi para a varanda com seu caderno e o cigarro para fumar. A noite não era quente nem fria. Se pusesse manga longa, sentia calor. Sem ela, sentia frio. Acendeu e deu a primeira tragada. Olhou ao redor, viu um silêncio pela vizinhança. Pensou se estaria morta por dentro, se além de não viver um novo romance, não conseguiria nem imaginar mais um para escrevê-lo. Desde o término, havia se relacionado ocasionalmente apenas com três caras quando havia pensado ‘preciso tentar’. Não curtiu nenhuma das três.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo surgimento de uma risada. Não demorou a achar de onde ela havia surgido. A luz sendo acesa na sala do apartamento do prédio ao seu indicou o caminho. Um casal havia acabado de chegar no apartamento. Viu o homem se sentar no sofá, a mulher se sentar no colo dele, beijá-lo suavemente, falar algumas palavras e depois beijá-lo com mais entusiasmo.
Vanessa se ajeitou na cadeira se pondo de frente para o apartamento. Pensou por um instante e achou que ficaria indiscreta. Então, girou um pouco para ficar em diagonal. Nem muito frontal, nem muito lateral. Viu a mulher equilibrar dois copos de água e duas cervejas nas mãos. Apoiou as cervejas no braço do sofá e deu um copo ao parceiro e o outro bebeu ela mesma.
Sentaram-se lado a lado, ligaram a televisão e pareciam procurar algo nela. Vanessa deu mais um trago. Respirava fundo e observava o casal. Foi à cozinha pegar água. Cogitou pegar um vinho. Mas seguiu com a água. Pegou uma garrafa cheia para não precisar voltar lá para pegar mais.
O casal não pôde esperar decidir um filme ou série e muito menos assisti-lo. Quando Vanessa voltou, a mulher já estava sentada sobre o homem. Os rostos estavam colados, mas não tinha certeza se se beijavam. Pareciam estar falando, provocando-se cara a cara. Vanessa olhava interessada, mas um pouco entediada, queria que avançassem logo.
Mas eles não pareciam ter pressa. Roçaram o rosto um no outro. O homem beijou o pescoço da mulher que jogou o cabelo para trás e permitiu que ele demorasse o tempo que fosse ali. Vanessa olhava, passou o cigarro pela boca sem tragá-lo.
Ajeitou-se na cadeira e coçou a garganta quando a mulher tirou a blusa e colocou os peitos ao alcance da boca do homem. Ela já estava sem sutiã. Vanessa virou-se um pouquinho mais para o apartamento para ver melhor. O parceiro não saiu beijando os peitos. Apoiou o queixo entre eles e olhou nas pupilas aumentadas da mulher. Subiu suas mãos devagar até abraçar os seios descobertos e sorriram juntos. Os três. Agora Vanessa se sentia contagiada pela situação e até mesmo sem manga longa passou a sentir calor. Teve que se arrumar outra vez na cadeira. Cada vez um pouco mais de frente. Cada vez menos discreta.
Quando o homem lambeu devagar os seios da mulher passando ainda mais lento pelo mamilo, Vanessa mordeu seu lábio inferior apreensiva. Inclinou a cabeça para baixo como se consentisse e esperasse o próximo passo. O homem fez o mesmo no outro seio. Vanessa ergueu a cabeça e a movimentou lateralmente, quase igual a ele. Sem perceber, seus dedos deslizavam pela sua barriga e, quando o homem enfim enfiou os peitos na boca e os chupou fervorosamente, ela apertou o próprio seio instintivamente.
Seu mamilo duro foi sentido e a surpreendeu. Estava reagindo ao sexo alheio. Pior. Ou melhor. Estava excitada. Recuperou a consciência do próprio corpo e percebeu que entre suas pernas o calor era ainda maior.
Pegou a caneta para anotar em seu caderno. Mas nenhuma palavra saiu. Começava a transpirar, mas ainda não havia consolidado a inspiração. Soltou a caneta. Percebeu que era hora de sentir e digerir, não de produzir. Abandonou a tentativa de discrição se colocando frontalmente para o sexo.
O homem também tirou a camisa e se acomodou colocando as costas no encosto do sofá. A mulher colou seu corpo junto ao dele. Seus mamilos deveriam estar roçando. Vanessa adorava essa sensação. Na falta de um mamilo parceiro, lambeu delicadamente a ponta do dedo e passou pelo seu mamilo duro pela camisola. Viu seu braço também se arrepiar, assim como as coxas e todo o resto do corpo.
Olhou de volta e engoliu a seco porque sua respiração havia mudado de ritmo. Deu mais uma tragada no cigarro enquanto a mulher deslizava para tirar a cueca do homem e começar a mamá-lo. A mulher ria e encarava nos olhos dele. Ainda não tinha posto o pau na boca. Apenas ria e batia uma punheta para ele. Vanessa pensou se alguma vez já havia rido antes de chupar um pau. Nas últimas três vezes, certamente não. Quando era mais jovem? Talvez. A mulher do outro lado não parecia mais jovem que ela. Agora, com o pau na boca, ela não ria. Mas o homem sorria e pegava firme no seu cabelo. Inclinou-se para frente para dar um tapa na bunda dela. Vanessa chegou a ouvi-lo. Ou a imaginá-lo, pois não estavam tão próximos assim.
As pernas de Vanessa foram se abrindo inesperadamente. Vanessa olhou para baixo e viu sua calcinha praticamente à mostra para eles. Ela desceu sua mão e sentiu que sua buceta estava molhada mesmo por cima da calcinha. Colocou por dentro. Passou os dedos devagar por toda ela. Tirou os dedos e os viu babados, melados, molhados. Voltou com eles para seus lábios de baixo e se tocou mais um pouco.
Do outro lado, o homem já havia jogado a mulher no sofá e agora era ele que estava ali de joelhos chupando a buceta dela. Suas mãos agarravam os peitos dela, que parecia gemer. Vanessa quis pegar o vibrador. Mas não se lembrava direito onde estava e nem se teria bateria depois de tanto tempo sem uso. Também ficou com medo de perder algo do sexo. Manteve-se ali tocando os próprios seios, as próprias coxas e, às vezes, a buceta.
O homem se ergueu e colocou a mulher no sofá. Ele pôs a camisinha e a penetrou fundo, repousando seu corpo sobre o dela para um beijo. Conseguiu reparar que a bunda dele era bonita, tinha músculos marcados. Quando suas bocas se afastaram, ele começou a penetrá-la com mais firmeza. Ele estava com a perna levemente dobrada à frente do sofá. A mulher…ela estava completamente entregue, aberta, com as pernas encostadas nos ombros dele. Agora, ele metia forte. Vanessa tinha certeza de que ouvia. Enfiou dois dedos na própria buceta e agora foi ela quem gemeu e ouviu. Enfiou, tirou, enfiou, tirou. Os dedos molhados foram à boca. O homem continuava metendo nela.
Vanessa admirava agora também a dorsal do homem e os peitos da mulher. Balançavam vivos quando o homem não os apertava. Ele deu um tapa na cara dela. Vanessa se assustou. Nunca tinha tomado um tapa na cara. Mas a mulher riu. E ele deu outro. Vanessa riu e tocou o próprio rosto. De alguma forma, o tapa também tinha sido nela. Aos poucos, o homem foi perdendo o fôlego da metida firme. Eles se beijaram. A mulher puxou o homem para o sofá e o deixou ali sentado. Correu para o quarto. Vanessa não entendeu. Mas viu a oportunidade de pegar o seu Delight. Foi correndo no quarto e achou rapidamente na gaveta ao lado da cama. Mas estava sem bateria. Procurou o carregador e também não demorou a achar.
Quando voltou à varanda, viu que a mulher se sentava de costas no homem. Ele estirado no sofá. Ela colocou uma cadeira à frente para se apoiar. Quicava no pau dele com a mão entre as pernas. E quicava bastante. Parecia gemer bastante também. O homem não economizava nas palmadas na bunda dela. Vanessa balançava a cabeça acompanhando a quicada, lambia e mordia os lábios. A mulher então se jogou para trás, colando suas costas ao peito dele. Parecia ter gozado. Vanessa, de alguma forma, sentiu-se satisfeita. E viu então um brinquedinho roxo na mão dela. Devia ter ido buscar isso quando sumiu da sala. Vanessa se sentiu conectada, pois também havia feito isso no sumiço dela. Aproveitou e tirou a calcinha.
Jogada no colo dele, se atracou aos seus braços, e os dois se beijaram. Pareciam esperar ela recuperar a energia. O pau dele seguia firme roçando entre as pernas dela.
Ela o beijou mais uma vez antes de se ajeitar e se colocar de quatro, apoiou os cotovelos no braço do sofá. O homem a penetrou e meteu nela. Ela segurava o pequeno sugador na mão ainda. Vanessa se tocou. Mas agora via a mulher de frente. A mulher às vezes olhava para baixo, às vezes para trás. O homem segurava sua bunda e cintura e dava tapa quando ela pedia.
A mulher colocou o sugador de novo entre as pernas e olhou para frente na direção ao apartamento frontal. Vanessa fechou subitamente as pernas e ardeu. Pensou se a mulher poderia vê-la. Tentou encará-la nos olhos, mas não estavam tão próximas assim. Vanessa imaginou o olhar dela, que se fecharam para sua boca abrir e gemer alto, assim como seu parceiro também parecia fazer. Vanessa cedeu ao tesão deles e voltou a abrir as pernas, se tocou ainda mais molhada. O ritmo parecia se intensificar entre eles. Viu que a mulher agora fazia força com a mão de apoio para se segurar no sofá. E quando sua mão surgiu de volta com o sugador, sabia que ela tinha gozado. O homem também, pois diminuía o ritmo e apenas descansava seu pau dentro da mulher. Ele a puxou para trás para que se sentasse nele. Ele a abraçou envolvendo seus peitos e deu beijos na sua nuca. Depois, beijaram-se mais, sentaram-se lado a lado e tomaram um gole da cerveja, que provavelmente estava quente, pois deram um gole e a deixaram de lado antes de desfilarem com suas bundas bonitas e despidas até a cozinha. Depois de dois minutos de espera, Vanessa voltou a vê-los. Mas eles deixaram suas roupas jogadas pela sala, desligaram a televisão e foram para o quarto.
Dali, Vanessa não conseguia ver direito o que acontecia. Foi obrigada a imaginar. Tentou ver alguma movimentação pelas sombras da luz da tv na parede, em vão. O cigarro já havia apagado, e ela tinha um encontro no quarto. Pegou o caderno, a caneta, a garrafa e a encheu na cozinha. Quando chegou no quarto, se olhou no espelho e agitou o cabelo, demorou dois segundos a mais que o habitual em frente ao espelho.
Olhou o Delight dando sinal de carregado e se deitou. Ainda estava molhada. Empolgou-se com o barulhinho da vibração quando o ligou pela primeira vez em muito tempo.
Tirou o camisão que usava. Apertou o seio direito e encaixou o Delight na buceta. Já estava muito excitada e ligou a sucção com a penetração. Molhou os dedos para brincar com os mamilos. O tesão já estava explodindo há muito tempo. E com o Delight Vanessa logo gozou. Com o peito estufado e a respiração ofegante, agarrou o lençol da cama com as duas mãos e deixou o Delight vibrando dentro de si enquanto dava os gemidos restantes.
Vanessa acordou no dia seguinte bem depois do nascer do Sol, passava das 10h. Seu caderno estava ao lado. ‘Tudo que ela procurava fora, ela não achava. Quando observou com atenção, o que viu fora achou dentro dela, leu com estranheza as duas frases que não se lembrava de ter escrito antes de dormir. Levantou-se, foi à cozinha preparar um misto quente e um café. Decidiu comer na varanda. Teve a esperança que o que começou na noite anterior continuaria pela manhã. Não sabia a relação entre eles. Foi ao quarto para pegar o caderno e a caneta e encontrou o Delight ali à sua espera. Eles se encararam. Vanessa sorriu e pegou o seu brinquedo. Queria se masturbar agora vendo o sexo deles.
Era um novo dia. Quando se sentou, viu apenas o rapaz andando até a porta, a mulher abrindo para ele, e eles se despedindo com um beijo rápido. Acabava ali a esperança de continuação. A mulher sumiu na cozinha e voltou com algo que parecia um suco, foi ao quarto e logo voltou também com um biquini. Ela se sentou na varanda, de frente para Vanessa, que comia lentamente seu sanduíche. Esperava os movimentos da vizinha, que apenas fechou os olhos e deixou o Sol queimar sua pele.
Deu vontade de fumar vendo o relaxamento dela. Mas o cigarro apagado no cinzeiro da mesa apontava que tinha queimado sua cota mensal.