- Contos Eróticos
- janeiro 15, 2026
As vozes se uniam numa só para o refrão de “Agoniza mas não morre” no samba enquanto os copos eram erguidos ao céu antes de descerem refrescando e umidificando a garganta das pessoas presentes na roda. Me virei de costas para pegar a garrafa no balde na mesa atrás de mim e dei de cara com uma morena de cabelos longos short branco sambando horrores enquanto equilibrava sua bebida na mão esquerda. Do seu lado, tinha um homem. Também bonito, mas não tanto quanto ela. Seus pés e coxas dançantes hipnotizaram meu olhar e me fizeram balançar a cabeça no seu ritmo. Fiquei com o copo no ar vazio até voltar a mim e me lembrar de enchê-lo de novo.
Voltei a dançar e cantar de costas para a morena. Mas a toda hora vinha o desejo de olhar para trás para admirá-la. Tentava disfarçar e olhava. Pensava: ‘eu seria a marmita desse casal por essa noite’. Acho que quanto mais eu bebia, mais eu a desejava e mais indiscreta eu ficava talvez. Não era só a beleza ou o sorriso dela, mas também sua elegância e energia ao dançar. Quando fui ao banheiro, esbarrei com ela na saída. ‘Nossa! Achei lindo seu vestido. É de onde?’, ela me perguntou na porta. Agradeci muito gentilmente e respondi. Mas acabei não puxando mais nenhum papo com ela. Voltei para o meu lugar com o calor saindo do meu corpo e uma transpiração repentina. Quando olhei para trás de novo, notei que ela me olhava com um sorrisinho já. Por um instante, pensei se eu estava sendo otimista demais ou se ela estava me dando mole. Dei dois passinhos para trás para ficar mais perto dela. E acho que ela deu dois para frente. Agora, um metro ou menos nos separava. E o samba estava mais vazio. Acho que devo ter dado sem querer dois ou três passinhos para trás mais. E ela mais uns para frente. Sei que ela surgiu sambando ao meu lado. Tentei acompanhar seu ritmo, mas eu não tenho tanto samba no pé. Fizemos piada sobre isso. E nos apresentamos. Carla era o nome dela.
A partir dali, foi como o coco no alto da ladeira. Ia rolar. Dançamos juntas, os toques ficaram mais frequentes, na mão, na cintura. Chegamos a colar corpo a corpo. Minhas amigas dançavam perto. O homem que estava com ela ficava dois passos atrás dançando. Juntamos nossas mesas e baldes. Até que ficou inevitável. Os olhares se fixaram, os sorrisos apareceram. Era beijo ou beijo. Deu o óbvio. De cintura colada, sua mão boba deslizou até o início da minha bunda, me fazendo querer mais. Com os rostos colados, acabei perguntando sobre o namorado dela. Ela riu e disse que era amigo dela, o puxou pela mão e nos apresentou. ‘Ela achou que a gente era namorado’, falou rindo para o Dé, que imagino que seja de André. Sorri e dei mais um beijo. E aí foi beijo pra lá, mão que escapava pra cá, uma lambida que surgia ali. Quem ia dar o primeiro passo? Eu estava cheio de desejo. Não pude esperar.
‘Você volta comigo?’, perguntei. Carla só continuou cantando e balançou a cabeça para sim e para baixo. Mais um copo de cerveja, por favor!
Ela se virou e falou com o amigo dela, que também só balançou a cabeça, falou algo que não ouvi e depois fez um joinha. ‘Podemos ir’, disse segurando na minha mão. Não esperava que fosse já, mas eu estava pronta. Me despedi do Dé e das minhas amigas. Virei o resto da minha cerveja que tinha acabado de colocar, e ela fez o mesmo.
Pedimos o Uber e fomos para casa. O silêncio tomou conta do carro. Isso porque o tesão falava mais alto e os beijos foram quase ininterruptos. As mãos travessas chegavam a lugares excitantes. Ela puxou uma alça minha para cair pelo ombro e depois pelo braço. Ameaçou tirar parte do meu vestido para chupar meu mamilo. Mas o deixou coberto e chupou apenas próximo dele para me instigar e me deixar ainda mais à espera desse momento.
Chegamos em casa, ofereci um copo d’água e tomamos. Eu bebia apoiada na pia. Carla se pôs à minha frente e puxou minhas alças para o lado fazendo meu vestido despencar de encontro ao chão. Ela também foi descendo, mas devagarinho. Sua língua e seus lábios molhados me arrepiavam e refrescavam na mesma medida que me incendiavam. Quando chegou pelo meu umbigo, joguei um fio de água no meu copo entre meus peitos para escorrer até sua boca e parando na minha calcinha. ‘Acho que você está bem molhada’, brincou Carla.
Tirou minha calcinha e passou a mão na minha buceta. Ela estava certa. Eu estava bem molhada. Abri um pouco as pernas para que aproveitasse melhor. Seu toque era intenso e calmo. Aiin, soltava uns gemidinhos enquanto seu rosto ficava a centímetros do meu sexo. Parecia analisar cada contato. Começou a beijar lentamente minha barriga, coxas e subiu com a boca até a minha. Levantei uma perna para ela abusar mais de mim. Nossas línguas se encontravam dentro e fora da boca, mas nunca se desencontravam. Arranhei suas coxas até chegar à sua bunda. ‘Tira esse short’, pedi.
Ela me dedou mais um pouco antes de tirar. Tirou junto com a blusa ficando apenas de calcinha. ‘Vamos tomar um banho’, sugeriu. ‘Ahaaaam’, falei mordendo depois seus lábios.
Fomos para o banho. Queria ver sua bunda andando, então só falei o caminho, ao invés de ir na frente. Ligamos a água fria, já estava muito calor durante o dia. Nos beijamos. Ela me ensaboou toda e me dedou bem. Depois foi a minha vez. A peguei de costas e ensaboei toda suas costas admirando principalmente sua bunda. Aproveitei para beijá-la toda. Deixei muitos beijos e mordidas na sua bunda antes de dar um tapa falando para irmos para a cama.
Liguei o ar e nos deitamos. ‘Brinquedos, né?’, falei já me deitando na cama e abrindo a gaveta ao lado. Peguei o Iconic que tinha comprado há pouco tempo, mas antes de poder usá-lo, Carla já veio para cima de mim me beijando e me dedando. Apertei sua bunda e seu corpo contra o meu. Ela beijou meus peitos e cada detalhe do meu pescoço. Ela se virou se sentando no meu rosto. Começamos um 69 gostoso, molhado, lambido e babado. Nos chupávamos em ritmos diferentes. Seus movimentos eram mais lentos e alongados, enquanto os meus eram mais rápidos e curtos. Muitas chupadas. Abracei suas bunda e quadril para enfiar a cara de vez na sua buceta. Ela parou de me chupar para gemer mais alto, mas continuou me tocando, nos chupamos até que Carla gozou. Rebolou sua buceta na minha cara me deixando toda melada enquanto eu só botava a língua para fora para sentir o caldo do seu prazer.
Ela veio e me pôs de ladinho e começou a me beijar puxando meu cabelo. Peguei o Iconic que descansava à minha frente e dei na mão dela. Descolei o sugador da parte que penetra. Botei o sugador em mim, e Carla penetrou a outra parte nela. Carla deixou o dela dentro dela fazendo o movimento de vem cá e assumiu o controle do meu sugador. Apertava meu peito e mordia meu pescoço em toques vibrantes. Falava sacanagem no meu ouvido e me pedia para gozar. A sucção ficou mais forte, e o meu gozo veio intenso.
Ainda tinha mais desejo em nós.
Nos beijamos deitadas de frente uma para a outra acariciando os nossos corpos. Carla deu umas palmadas na minha bunda e chupou o bico do meu peito. Eu retribuí com uma mordiscada no fim.
Decidimos nos sentar de frente. Eu me sentei no colo da Carla e nos beijamos. Nossos mamilos ereto se esbarravam toda hora. Puxei seus cabelos. Fui saindo do colo dela. Ficamos sentadas de frente uma para a outra. Ela pegou o sugador e botou no clitóris dela. Eu peguei a parte de penetrar e enfiei em mim. Nos devorávamos com o olhar. Me ajeitei para chegar um pouco mais para trás e me apoiar na cama. Enfiava o Iconic com uma mão e com a outra brincava com meu clitóris. Carla usava o sugador, mordia os lábios e me comia com o olhar. Gemíamos. ‘Vamos juntas’, falei. Ela gemeu um ‘aham’ arrastado. Vi seu quadril mexer na cama querendo um novo orgasmo. Eu acelerei minha masturbação e a penetrada. Vai, isso, goza, vou gozar. E explodimos quase juntas de prazer na cama emendando num encontro explosivo das nossas bocas com pegadas firme no cabelo uma da outra. O Iconic ficou vibrando entre nós duas largado na cama. Me joguei por cima dela, segurei seus braços abertos e devorei seu rosto e pescoço enquanto terminava o êxtase do meu gozo. Carla se permitia ser explorada até eu ir amansando aos poucos e ficar abraçada nela.