Blog Désir Atelier

Histórias de Carnaval

Todas chegaram super sorridentes e animadas, foi como se não se vissem há meses, mas eram só duas ou três semanas. Pelo visto, o Carnaval delas tinha sido incrível. Aliás, o Carnaval de cada uma tinha sido incrível. Passaram separadas. Passaria a ser delas depois que botassem na mesa todas as fofocas dessa semana de alegria, diversão e tesão. As vozes altas contagiavam o ambiente no tão caloroso do bar de vinho que estavam. E a todo momento precisavam fazer ‘shhh’ para não assustar as mesas ao redor.

 

Parte 1:  Uma primeira vez Icônica

Betina tomou a frente e começou a contar a sua história do nada interrompendo o blábláblá que preenchia o espaço antes das fofocas jorrarem sobre a mesa. Algumas já tinham dado spoiler no grupo de Whatsapp. Betina ainda não. Ela tomou o último gole da sua taça de vinho, estendeu as duas mãos sobre a mesa e começou.

– Meninas, meninas, preciso falar. Transei com uma mulher – falou sussurrando alto.

Larissa e Marcela botaram a mão na frente da boca cheia de vinho. Carla e Júlia deram gritinhos, que logo foram abafados pelo ‘Shhh, calma, calma’ da Betina.

– Vocês sabem que eu já tinha ficado com mulheres algumas vezes, mas dessa vez fui até o fim. E estou falando com ela até agora – contou pegando o celular para mostrar as mensagens da Rachel – foi maravilhoso.

– Deixa eu ver como ela é – pediu Júlia.

– Calma, depois eu mostro, deixa eu contar – respondeu Betina.

– É, deixa ela contar, fala, gostou? – complementou Larissa.

– Eu fui para o bloco de manhã. Mas era um bloco alternativo, tinha muito gay, lésbica, bi e tal. Eu já sabia disso. Já tinha ido nesse bloco e tinha gostado ano passado. Peguei uma mina que já tinha pegado logo no início do bloco. Depois nos separamos. Acabei pegando mais uma mina e um cara. E aí já no fim desse bloco a Rachel começou a chegar em mim, nos pegamos. Até aí, beleza. Achei que seria mais uma ficada e ela ia embora. Mas o beijo dela era muito suave e intenso. Aí ela não foi embora mais. Ou eu que não deixei, nem lembro – disse botando um pouco mais de vinho na taça e checando as novas mensagens no celular.

– O bloco durou mais um pouquinho, uns quarenta minutos ou uma hora, não sei. E ela ficou o resto comigo. Quando ele acabou, começaram aqueles funks de ambulantes e tal. As pessoas perdidas checando para qual bloco iriam. Já passava de 13h, eu tinha chegado 7h lá. Estava com fome. Fomos procurando um ambulante para comer, a maioria era de bebida. A Rachel me perguntou se eu não queria ir a um bar comer. Eu tinha me perdido do Lucas. Rachel estava só comigo essa hora. Quando vi, eu também estava só com ela. Rachel me sugeriu comer um cachorro-quente ou pizza. Respondi que nem sabia que tinha pizzaria ali perto. E então ela respondeu na maior naturalidade: ‘A gente pede lá em casa’. Eu travei. O silêncio prosperou. Ficou difícil engolir a saliva. Podia dizer que foi supernatural. Mas meu corpo se aqueceu. Fiquei sem reação. Por algum motivo, aquilo parecia alguma decisão a ser tomada. ‘Quer?’, Rachel quebrou o silêncio.

– Aii, amiga. Imagina ela olhando para sua cara – riu Larissa.

– Você tinha que aproveitar a chance, vai que ela desiste – emendou Marcela.

– Então, eu respondi: ‘quero sim, é aqui perto?’, mas acho que ela percebeu. Ela respondeu que sim, mas que era melhor a gente pegar um táxi porque estávamos cansadas. Assim que entramos no táxi, ela perguntou de que pizza eu gostava. Falei que podia ser margherita, não queria botar muita fritura assim depois de beber no bloco né. Quando saímos do táxi, antes de entrar no prédio, ela me perguntou se era minha primeira vez com mulher, mas antes de eu responder, ela disse que era a primeira vez dela também. Me espantei e perguntei: ‘Sério?’. Ela riu e disse que não. Completou dizendo que percebeu que era a minha, mas que um dia já foi a dela, que meu beijo era muito gostoso e que apenas iríamos curtir o domingo de Carnaval juntas. Aquilo me relaxou tanto, parecia que eu tinha tirado 40kg das costas, me senti bem aliviada.

– Subimos, ela me perguntou se eu queria tomar banho. Eu pensei, imaginando que seria com ela, mas ela me deixou super à vontade. Já pegou uma toalha, falou que eu podia tomar no banheiro que ela tomava depois e que podia usar tudo ali. Fui ficando cada vez mais à vontade. Tomei banho com calma. Talvez tenha demorado até demais. Porque logo depois que saí a pizza chegou. Ela me deu um blusão dela. E me ofereceu um short, mas recusei. Só não me ofereceu calcinha. Comemos na sala com a tv ligada passando clipe do Bad Bunny. Ela falou que queria muito ter ido no show dele, mas perdeu o horário de compra. Eu igual uma princesa de banho tomado e ela toda purpurinada, glitter e com roupa de bloco ainda porque demorei no banho. Assim que acabamos de comer, ela foi para o banho. Fiquei deitada no sofá esperando. Quase peguei no sono. Até tinha tesão. Mas depois de seis horas de bloco nesse calor, não tem corpo que resista né. Com os olhos piscando cada vez mais leve, Rachel surgiu do corredor com uma camisola que marcava bem seus seios.

– Era um anjo lésbico te despertando – brincou Carla.

– Era quase isso. Mas, na verdade, ela me pediu pra me levantar. Ela puxou o sofá para abrir e caber nós duas. Ela se deitou do meu lado, botou meu rosto no seu ombro, faz um cafuné e conversou comigo quase até a hora que apaguei. Acordei sei lá quanto tempo depois, e ela estava dormindo também. Voltei a dormir. E quando acordei, era umas duas horas depois, ela não estava mais deitada. Me levantei, segui os barulhos e fui até a cozinha. Ela estava lavando um resquício de louça, me ofereci para lavar. Ela recusou, disse que estava acabando. Perguntei se eu tinha visto a série All Her Fault. Disse que tinha parado no quarto. Ela falou que estava no quinto. Me perguntou se eu queria ver, e eu aceitei. Nos deitamos novamente no sofá. Vimos o quinto, o sexto e o sétimo episódios. Começamos a debater o final. A noite tinha caído. Fomos dar play no último. Rachel começou a me acariciar, beijar minha bochecha, passou a mão pelas minhas coxas levantando um pouco o blusão que eu estava. Nos encaixamos ainda melhor na conchinha. Senti que sua camisola tinha subido porque era possível sentir sua buceta e barriga na parte inferior na minha bunda. Confesso que eu já não prestava mais atenção na série. Ela puxou meu rosto para trás para beijar minha boca. Um beijo interminável. Longo. Contínuo. Até eu me virar, ela puxar minha perna para apoiar sobre as dela. Meu corpo começou a ficar muito quente. Comecei a ficar com muito calor. E nem era por causa do tesão só.

– Enquanto isso, na tv, sequestro de criança, discussão familiar, polícia – brincou Júlia.

Betina riu.

– Então, aí ela parou a série. Me perguntou se eu queria ir ao quarto. Eu fiz que não silenciosamente. ‘Estamos bem aqui’, respondi. Mas não era uma recusa, eu só não queria perder o flow ali do momento. Rachel foi me conduzindo até me colocar sobre ela. Nessa hora, ela já tinha erguido praticamente todo o meu blusão. Tive que me erguer para tirá-lo. Ela ficou fascinada com meus peitos e se ergueu também para me beijar. E depois beijá-los. Aproveitou para tirar o dela. Colamos nossos corpos e foi uma delícia sentir nossos mamilos se beijando também. O encontro e o desencontro eram muito gostosos. Ficamos sentadas nos beijando tanto tempo. O toque dela era leve, me excitava e me relaxava. Parecia sem propósito. Mas, no fim, sempre avançava um passo. Sua mão contornou minha cintura para tocar na minha buceta por trás. Ela com certeza sentiu que eu estava pronta. Aliás. Eu não sei se eu estava pronta. Mas minha buceta parecia bem pronta. Rachel me deitou e veio por cima. Começou a assumir o controle. Abriu bem minhas pernas e começou a me chupar.

– E aí, muito melhor que homem? – perguntou Marcela.

– Calma, deixa ela contar. Uma coisa de cada vez. Mas e aí, muito melhor que homem? – brincou Carla.

– Calma, vou contar tudo. Mas foi maravilhoso. Ela me chupava parecia sem pressa. Parecia não estar desesperada para me fazer gozar ou para dizer que me fez gozar. Pelo contrário, assim como seus toques, pareciam sem propósito. Mas a cada momento eu me excitava mais. Era como se eu subisse um degrau de tesão a cada vez. Ela me chupava, sua língua passava por toda minha buceta com todo tipo de movimento. Eu brincava com meus mamilos. Confesso que não sabia muito o que dizer. Do nada, ela surgiu com um brinquedo que depois descobri ser o Iconic da Désir e me penetrou com ele enquanto me chupava. Mas parou de me chupar. Deixou só ele vibrando, enfiando e tirando de mim enquanto me olhava. Vi que me espiava, mas eu revirava os olhos e a cabeça. E aí ela tirou o Iconic por uns segundos que pareceram uma eternidade e enfiou de novo. E começou a me chupar de novo também. Tudo mais intenso. Não sei o que aconteceu. Mas pressionei a cabeça dela nas minhas pernas. E gente! Gozei muito! Muito mesmo! Ejaculei. Foi minha primeira vez. E enquanto eu ejaculava, ela não parava de me chupar. Cheguei até a empurrar a cabeça dela um pouco com vergonha, mas ela resistiu, e então deixei. Gozei muito. Sério. Quando acabou, eu estava em transe. Eu queria beijá-la muito. Mas eu estava sem ar, sem palavras, quente. Ela se afastou um pouco, se levantou e pegou um copo d’água na mesa. Eu tomei uns goles, devolvi. E quando ela voltou para o sofá, a beijei calorosamente.

– Uaaau, acha que foi ela ou o brinquedo que fez isso? – perguntou Larissa.

– Acho que os dois. O Iconic era muito bom, e ela sabia fazer muito bem – respondeu Betina.

– Já me passa o link que vou comprar – riu Júlia.

– Enquanto nos beijávamos, percebi que ela passava o Iconic suavemente ao redor da buceta dela. Pedi para vê-lo. Ele tinha duas partes, de sugador e de penetração que descolavam e ficavam conectados por um fio. Nos beijamos mais. Toquei a sua buceta também bem molhada. Fomos nos ajeitando. Pouco a pouco. Quando vi, ela tinha me colocado sentada atrás dela. Eu explorava seu pescoço, brincava com seus peitos. Rachel deu o Iconic na minha mão. Botei a parte do sugador na sua buceta. Ela começou a mexer o quadril. Dei umas chupadas e vi que ela curtiu. Dei umas mordidas. Ela curtiu também. Puxei o cabelo dela. Ela gostou. Rachel sussurrava coisas gostosas para mim. Ela me pediu para juntar com a parte de penetrar. Fiz isso. E comecei a botar o Iconic nela com a penetração e o sugador. Assim, ela gozou rapidinho. Não é difícil assim também, né? – concluiu Betina rindo.

– Agora estavam prontas para terminar All her fault – emendou Marcela.

– Ué, mas você não a chupou? – perguntou Júlia.

– Então, nessa hora aí não. Mas estamos de romance né. Dormi na casa dela. No dia seguinte, nos atrasamos para o bloco porque ficamos transando de manhã. Aí eu a chupei. Mas aí eu conto depois, vou deixar vocês contarem também – terminou rindo.

– Iiih, passou o ano inteiro solteira para ficar casada no Carnaval – zoou Carla.

– Ih! Eu fiz o contrário quase – riu Larissa tomando uma taça de vinho.

… Continua na próxima parte…

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