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Conto Hétero

Jogo do Brasil em Copa do Mundo é uma ansiedade que só. Até os jogos mais chatos parecem importantes. E o Rodrigo leva todos como se fossem a final. Fala sério! Era Brasil contra Escócia. Nem sabia que jogavam futebol na Escócia. Pelo que entendi, o Brasil já estava classificado. Bom, que seja. Mesmo assim ele ficou todo ansioso, preparou-se para assistir, comprou umas cervejas, vestiu camisa, uns petiscos na mesa. Como o jogo foi às 19h, foi difícil ir a algum lugar para assistir. Para piorar, ainda chovia muito no Rio.

Para acompanhá-lo, vesti um vestido azul que uso para ficar-em-casa-fazer-coisas-rápidas-na-rua. E para ficar mais Brasil, uma calcinha amarela. Começou o jogo e logo tive certeza de que a Escócia de fato não jogava futebol. O primeiro gol saiu assim que começou. E depois teve outro, mas foi anulado. E aí teve mais um antes do segundo tempo. Começou o segundo tempo e mais gol do Brasil. Era 3×0, Brasil já estava em primeiro, friozinho, uma calcinha amarela bem bonita de renda, e o Rodrigo olhando pra televisão. Sentia que nada acontecia no jogo.

Tentei dar uns beijos nele, mas ele veio com ‘calma aí, estou vendo o jogo’. E foi aí que percebi que faltava verde para mim. Então fui buscar o verde.

Ele ficou no sofá vendo o jogo. Puxei uma cadeira e coloquei do lado da televisão. Sei que ele queria falar algo, mas fez que ia me ignorar. Então, tirei o vestido. Fiquei só de calcinha amarela. “Vai, Brasil!”, falei provocando. Ele continuou olhando pra televisão e falando sozinho. Mas seu olhar começou a escapar para mim. Óbvio. Meus mamilos ficaram durinhos com o frio que fazia.

Passei a mão pelo meu corpo, me acariciei o encarando. Ainda faltavam uns 25 minutos para acabar o jogo.

A voz do narrador mostrava que nada de importante estava para acontecer.

Rodrigo beliscava um amendoim.

Fiquei de costas para ele e de pé para tirar a calcinha bem lentamente. Ele se esticou para apertar minha bunda e me dar um tapa. “Para com isso”, ele disse.

Mal sabia ele que eu estava só começando.

Sem azul nem amarelo mais, chegou a hora do verde.

Peguei minha varinha Mony e balancei de um lado para o outro. “É hora de começar a mágica”, falei.

Agora, seu olhar vinha mais para mim que para o jogo.

Liguei e passei devagar pelo meu corpo encarando-o, soltava uns gemidinhos para provocá-lo. Ele agora resistia pra não prestar atenção em mim. Mas era impossível. Às vezes, resmungava baixo. Balançava a cabeça de um lado para o outro. O jogo já tinha perdido. Inclinava-se para frente com os cotovelos sobre os joelhos e depois jogava o corpo para trás para repousar as costas no sofá.

Tarde demais.

Eu já havia vencido.

A varinha Mony desceu e chegou na minha buceta. Gemi mais alto. Ele se encostou no sofá e ficou me olhando com a mão no queixo como se estivesse puto. Isso durou menos de 30 segundos. Talvez não tenha durado 10 segundos.

Ele sorriu e veio na minha direção para me beijar. Antes que pudesse se aproximar, estiquei o pé. Nada disso. Vai ver o jogo.

Nada de me tocar.

Quem sabe depois do jogo.

O problema é que a varinha é ótima.

Ele se sentou com força no sofá. Tentou se concentrar no jogo. Mas era impossível. Meu gemido era mais alto porque a varinha deslizava para cima e para baixo na minha buceta molhada, meus peitos estavam excitados, minha pele arrepiada, minha boca secava, mas a língua umedecia os lábios, os dentes às vezes espremiam a pele. Ele podia ver minha barriga e peito subirem e descerem com a respiração profunda.

Rodrigo olhava e começou a afofar o pau. Devia estar de pau duro.

No jogo, nada acontecia.

Parei um pouco a varinha fazendo movimentos curtos no meu clitóris. Isso ia fazer me gozar rápido demais. Estava de frente para ele com a perna bem aberta e queria prolongar a angústia dele mais um pouco. Então, voltei a movê-la para cima e para baixo, para cima e para baixo. Os gemidos eram espaçados e fortes. Ele resmungava e afofava o pau.

Voltei a colocar a varinha Mony apenas no meu clitóris, aumentei a vibração, os movimentos ficaram curtinhos para me levar ao orgasmo, que veio em pouco tempo. Gemi alto e quando terminei, provoquei: “acho que está 1×0”.

“Posso te dar um beijo pelo menos?”, ele me perguntou.

Enquanto eu passava a varinha Mony pelas minhas coxas me recuperando do primeiro orgasmo, olhei para tv: “Ih, escanteio! Acho que ainda faltam 10 minutos”.

Me virei de costas para ele me sentando aberta na cadeira. Pus a varinha Mony desligada e fiquei rebolando nela, roçando, me excitando. Na minha mente, imaginava o que Rodrigo estava vendo. Devia estar louco para pegar na minha bunda de novo, para me surpreender por trás. Estava na dúvida se queria que ele apenas me assistisse ou se queria que ele me surpreendesse com seu toque.

Liguei a varinha. Agora, eu rebolava, deslizava para frente e para trás a buceta nela. O toque do Rodrigo não veio. Acelerei logo porque queria gozar, meu tesão estava latente, saltava à pele, me esquentava nos congelantes dezoito graus do Rio.

Quando meus gemidos foram ficando mais fortes, meus movimentos mais intensos, eu apertava meus peitos com as duas mãos, meu gozo se aproximava, Rodrigo me surpreendeu pegando meu cabelo pela nuca.

“Goza, goza gostosa”, falou olhando com tesão nos meus olhos. Eu mordi os lábios, devia estar com cara de safada. Queria gozar ali e depois com ele.

Ele aproximou seu rosto do meu e me provocou com palavras. Safada, gostosa, cachorra, te quero, goza pra mim, tudo.

Rebolei com mais força e aumentei a vibração. Ele colou a sua boca na minha, sentia sua respiração no meu rosto, queria seu beijo, mas acho que ele quis retribuir a angústia e o desejo. Ele sentiu quando eu ia gozar, meu gemido alto foi calado pela sua boca com um beijo forte e quente. Minhas pernas tremeram, agarrei a nuca dele também quase fincando minhas unhas entre seus fios de cabelo. Quando o beijo terminou, voltei a respirar e soltei o gemido entalado na garganta. Fiquei mole e me apoiei no encosto da cadeira enquanto desligava a varinha.

Rodrigo se aproximou para me dar mais um beijo, dessa vez suave. O jogo tinha acabado.

“2×0”, eu falei.

“Posso fazer o terceiro?”, ele me perguntou.

Eu ri e balancei a cabeça para cima e para baixo concordando com o sua ideia.

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