Blog Désir Atelier

Conto Lésbico

Tinham planejado uma noite especial para o Dia dos Namorados juntas, principalmente Betina. Iam ficar de quinta a domingo numa cabana na serra. Na sexta da semana anterior, Marcela chegou em casa, não iam sair, pois queriam algo simples e barato, já que iriam gastar um pouco mais no fim de semana seguinte. Betina a recebeu um pouco constrangida, ainda que não fosse culpa dela, e cabisbaixa. Segurou nas mãos de Marcela, que estava sentada no sofá e esperou o pior. E disse mansamente: “Não vai dar pra gente viajar na próxima semana, vou ter que viajar a trabalho e ficar a semana toda fora”.

Marcela riu. Não porque gostou. Mas porque ficou aliviada. Disse que estava tudo bem, que teriam outras oportunidades. Deram um abraço como se estivessem se consolando da pior coisa do mundo. Alguns beijinhos na cabeça antes de um último beijo na boca.

Betina ficou um pouco sem reação após ver que Marcela havia lidado muito bem, enquanto a parceira se acomodava no sofá com o celular na mão. “Melhor cancelarmos tudo logo, então”, falou. Mas Marcela também não tinha como ficar frustrada porque Betina não ia conseguir fazer o pedido de casamento, pois não sabia de nada.

Por uns instantes, o silêncio tomou conta. Betina ficou tentando entender se a namorada realmente não havia ligado ou se estava disfarçando. Enquanto isso, Marcela fazia comentários sobre coisas no streaming procurando algo para ver.

O silêncio foi quebrado pelo barulho do filme e da mastigação de pipoca. Deitaram-se em lados opostos do sofá, com as pernas se tocando e, às vezes, roçando-se. Marcela brincou e massageou os pés de Betina, que logo retribuiu.

Quando o filme acabou, foram para a cama se deitar. Estavam cansadas, trocaram carinho no rosto e conversaram se antecipavam as comemorações para o dia seguinte, sábado. Mas Marcela logo recusou. “Se dizem que comemorar aniversário antes não dá sorte, não vamos correr esse risco com nosso namoro. A gente faz isso quando você voltar. O Dia dos Namorados é sexta. Você volta sexta ou sábado?”, tentou tranquilizar a parceira.

“Sábado”, respondeu seca Betina por causa da falta de animação de Marcela.

Na manhã seguinte, nada de comemorações ou festividades. Tudo normal. Acordar, ir à academia, caminhar, tomar café pela rua e ver televisão. À noite, encontrar outro casal de amigas.

Betina fez a mala domingo de manhã para embarcar à tarde. Despediram-se depois do almoço.

Teriam semanas bem diferentes. Betina se preparava para a correria de eventos, reuniões e trabalho adicional ao chegar no hotel. Marcela fez suas marmitas para a semana, ficaria de home office, como quase sempre, seguindo sua rotina.

Os dois primeiros dias foram os mais agitados, praticamente só se falaram no fim do dia por conta da agenda de Betina. Durante o dia, Marcela sentia menos falta da parceira, mas à noite ficava mais solitária. No streaming, tinha que evitar assistir as séries que viam juntas e perdeu tempo demais escolhendo a ponto de não decidir nada. Não ficava mandando muitas mensagens com medo de incomodar ou atrapalhar. Nas redes sociais, quase todos os posts eram ideias para o Dia dos Namorados.

Em São Paulo, Betina enviava frases curtas e poucas palavras por causa da correria, sentia-se culpada por não responder direito e, no fim do dia. emendava várias mensagens curtas frenéticas. Mas, antes de receber a resposta, já caía no sono. Nem chamada de vídeo conseguiram fazer. No terceiro dia, uma saudadinha começou a apertar no peito das duas. E na quinta-feira ficou ainda maior. Uma saudade do que não tinham vivido ainda e nem iam viver.

“Nem acredito que a essa altura estaríamos indo passar o fim de semana juntinhas agarradinhas e eu estou indo almoçar correndo aqui para voltar para a feira”, mandou Betina num áudio manhoso.

“Pois é. Vai ter que esperar até sábado para ganhar seu presente”, respondeu Marcela. “Não fomos dessa vez, mas vamos em breve. Aguarde”, completou.

Quando a noite caiu e Betina chegou ao hotel, fizeram mais uma chamada de vídeo. Dessa vez, foi mais longa. Betina falava de boca cheia mastigando seu poke, acelerada, irritada, aliviada, desabafava. “Só mais um dia”, repetia. Marcela concordava, perguntava como estava indo e contestava nada. Pelo contrário, mexia a câmera com frequência e deixava escapar algumas boas imagens do seu peito marcando na camisola que sabia que era a preferida de Betina. Também mexia no cabelo e lambia os lábios com frequência. Betina desabafada, Marcela seduzia. E assim a tensão e o tesão eram criados na ponte Rio-São Paulo.

Passava das 23h quando Betina viu o relógio. “Nossa, já está tarde, ainda preciso tomar banho”, falou antes de se despedirem.

Foi um banho correndo e logo se jogou na cama para dormir. Teve tesão e quis se masturbar lembrando da chamada de vídeo. O peito de Marcela marcava um pouco na camisola. Não sabia se estava posicionando a câmera de propósito ou não. Mas também teve preguiça. Começou, mas parou. Não podia dormir mais tarde e nem tinha levado nenhum brinquedinho para a viagem. Guardou os dedos para o dia seguinte.

Na manhã seguinte, já Dia dos Namorados, Marcela avisou que não era justo Betina ficar esperando pelo presente por causa do trabalho. “Bom dia! Deixei seu presente na portaria. Você trabalhou muito essa semana e não merecia esperar mais por ele”.

Betina riu. Disse que já tinha saído do hotel e que pegaria na volta. Não sabia se chegaria mais tarde por ser o último dia, se haveria alguma confraternização. “Obaa! Estou ansiosa”.

Marcela seguiu o plano surpresa que tinha feito com a mudança de rota. Pegou um voo de manhã para São Paulo. Chegou na cidade e foi direto ao hotel de Betina deixar o presente antes de ir para casa da sua prima que morava perto. De lá, ficou trabalhando o dia todo monitorando a namorada. “Me avisa quando chegar no hotel, vê se consegue pegar o presente”, repetia ansiosamente.

Jantou cedo com sua prima, depois tomou banho. “Ufa! Acabou. Indo pro hotel!!! Pegar meu presente!!!”, enviou Betina.

“Aleluia”, respondeu Marcela já se arrumando para ir surpreendê-la.

Betina chegou e pegou a caixa discreta que não dizia muito o que era. Avisou que chegou no quarto. Mas disse que ia abrir apenas depois de tomar banho. Demorou bastante na água quente do chuveiro, relaxou, fechou os olhos, respirou fundo, ensaboou a pele, lavou o cabelo. Saiu, colocou uma toalha enrolada no corpo e outra na cabeça, tentou se olhar no vidro embaçado do vapor quente. Esfregou as mãos e passou seus cremes.

Deitou-se na cama com o ar ligado, pegou o celular e começou a responder as pessoas até que se lembrou de abrir o presente que esperava na mesa ao lado de cabeceira. Sentou-se na cama e abriu o presente. Viu o Finger Sweet vermelho, bonito, parecia gostoso. Tirou uma selfie segurando com a parte da rosa pendurada na orelha e beijando a parte penetrável. “Adorei!!!”, usou de legenda na foto sorridente.

Colocou para carregar enquanto respondia as pessoas. “Que bom que gostou. Você merece! Não vejo a hora de usar com você. Mas é melhor você testar para ver se está funcionando”, respondeu Marcela sentada no saguão do hotel com sua malinha.

– Ah, eu queria estrear com você! – disse Betina.

– Mas tem que testar, vai que não está funcionando – insistiu Marcela.

– Vamos fazer facetime, então – sugeriu.

– Não dá, vim pra casa dos meus pais, meu irmão está aqui também – mentiu Marcela.

– Aff! Quando você voltar então.

– E eu vou ter que ficar esse tempo todo te imaginando só? Aí eu vou acabar indo embora agora. Você pode me mandar vídeo e foto, eu só não consigo mandar. Mostra como é a vibração dele.

Betina gravou de má vontade um vídeo dele vibrando.

Marcela respondeu com uma foto antiga delas peladas.

– Isso não te dá tesão? Me manda uma foto sua pelada no espelho – falou.

Betina ficou vendo a foto delas duas juntas. Acendeu uma faísquinha no seu corpo. Ainda de má vontade, tirou uma foto no espelho, mas de toalha. Queria provocar também.

– Ah, vai. Tira essa toalha – pediu Marcela.

Betina fez um vídeo deixando a toalha cair.

– Agora sim. E passa a mão pelo seu peito, finge que sou eu. Brinca com esses peitos lindos.

Betina voltou para a cama pelada, acomodou-se bem, abriu as pernas e acariciou o próprio corpo. Arrepiou-se.

– Me diz que já está testando o Finger Sweet, hahaha – enviou Marcela.

– Ainda não. Preciso ficar mais excitada – provocou Betina.

– Hmm, e no que está pensando? Eu estou pensando em beijos macios, nossos corpos colados, nossos mamilos roçando… – apimentou.

– Acho bom isso. Talvez isso me faça ligá-lo – enviou junto com um áudio do barulho da vibração.

– Que delícia! Eu ia brincar com ele primeiro com ele nos seus mamilos, a parte do finger, faz isso.

Betina obedeceu, passou pelos mamilos que se excitaram, deu uma lambidinha nos dedos para lubrificá-lo.

– Desce – falou. Nesse momento, Marcela subiu para o andar do quarto de Betina, sentou-se no corredor próximo à porta da amada.

Betina enviou o vídeo do finger descendo pelo corpo e depois rondando pela buceta.

– Que delícia! Como eu queria estar aí. Geme para mim, vou no banheiro aqui ouvir, por favor.

Betina enviou vídeo gemendo, mordeu um pouco os lábios. Marcela assistiu tudo ao lado.

– Agora se toca. Quero que você goze para mim. Imagina a gente na serra se pegando na varanda, eu te pegando por trás, cheirando no seu pescoço e colocando a flor na sua buceta.

Betina colocou a flor na sua buceta como era para imaginar e mandou novo áudio gemendo. Marcela também ficou excitada do lado de fora do quarto.

– Eu ia te virar e te beijar, ia te colocar sentada e te penetrar com o finger enquanto te admiro gemer e chegar lá.

E mais um vídeo foi enviado com a parte do sugador na buceta, agora também com o finger penetrando.

– Se continuar assim, eu vou gozar logo – avisou Betina.

Continuou se tocando, aumentou a vibração. Marcela colou o ouvido na porta e conseguiu ouvir os gemidos. Mordeu os lábios e riu. Depois, tentou conter o riso. Ria silenciosamente. Se alguém passasse no corredor, acharia que era uma maluca ou uma stalker. Talvez fosse os dois naquele momento. Recompôs-se, precisou fazer força para engolir a saliva e bateu na porta. Betina ignorou a primeira batida porque não ouviu, seguia pensando na namorada enquanto se tocava, estava prestes a gozar. Marcela bateu mais forte. Agora, Betina tinha ouvido. Parou e pensou se tinha sido no seu quarto, podia ter sido no quarto ao lado. Mas um silêncio tomou conta do quarto. Apenas o barulho da vibração era ouvido. Cerrou as sobrancelhas, mexeu a boca, olhou para o celular. “Que merda! Logo agora”, pensou. Marcela bateu pela terceira vez. Betina estranhou e se levantou lentamente pegando a toalha: “Quem é?”. Por algum motivo, olhou-se no espelho e agitou o cabelo antes de ir até a porta.

Marcela não havia pensado no que ia falar, faltou isso em todo seu planejamento. Tentou engrossar a voz e improvisou: “É entrega”, mas começou a rir. Betina viu pelo olho mágico, cerrou um pouco os olhos para ver melhor e sorriu. Abriu a porta rapidamente e os braços, deixou a toalha cair. Marcela caiu no riso e abraçou Betina, que se pendurou no seu pescoço e ficou no seu colo. Marcela entrou rapidamente no quarto.

– Você está pelada no corredor, maluca! – disse jogando Betina que lhe dava centenas de beijos pelo rosto.

Voltou ao corredor para pegar a mala, entrar no quarto e fechar a porta. Usava um vestido vermelho com um laço branco marcando a cintura. Betina foi se levantar para abraçá-la, mas estendeu o braço com a mão pedindo para esperar.

– Achou que seu presente era só esse? – falou enquanto desfazia o laço da cintura – Seu presente sou eu – completou desfazendo o laço por completo e deixando o vestido deslizar pelo seu corpo até o chão.

Ficou apenas de calcinha com uma rendinha e um lacinho na frente. No laço, havia um anel. Mas Betina não viu. Fuzilava os olhos de Marcela e depois seus peitos, suas curvas, seu corpo. Marcela se aproximou de Betina, que agora estava sentada na beira da cama.

– Melhor desligar o vibrador, não? – sugeriu Marcela enquanto o Finger Sweet se mexia na cama.

Betina desligou. Marcela trouxe seu rosto para seu corpo. Ela olhava para baixo e a parceira para cima. Olhavam-se nos olhos. Betina começou a beijar logo abaixo dos peitos da namorada enquanto suas mãos seguravam na cintura dela. Marcela foi inclinando seu rosto para beijar a barriga até chegar à sua calcinha, mais exatamente ao laço e ao anel.

Quando Betina beijou o metal, percebeu o anel pendurado. Parou, afastou-se alguns centímetros para ver melhor, pegou delicadamente com a ponta dos dedos e ficou olhando para a aliança de ouro. O quarto estava silencioso e talvez tenha dado para ouvi-la engolir com dificuldade a saliva. Seu rosto ficou vermelho e quente. Marcela observou seus movimentos, sentia a respiração pesada dela na sua barriga. Betina começou a abrir um sorriso mexendo e girando o anel preso à calcinha da amada. Marcela se ajoelhou lentamente em frente à cama, tirou o anel do laço e pediu.

– Quer casar comigo?

Betina escondeu o rosto nas próprias mãos, sorriu, chorou e se jogou em Marcela que caiu no chão. Mais centenas, talvez agora tenham sido milhares, de beijos pelo rosto de Marcela.

– É claro que sim. Eu ia te pedir em casamento na viagem. Você sabia? Você sabia? Não é possível – falava entre os beijos.

Marcela ria e a abraçava.

– Não sabia, mas imaginei.

Abraçavam-se fortemente no chão do quarto até perceberem que a cama era um lugar mais confortável.

Marcela abriu a bolsa e tirou dois espumantes.

– Estavam bem gelados, agora não tanto, mas dá pra beber e colocar no frigobar – sugeriu.

Marcela serviu duas taças, encaixou o anel no dedo de Betina e brindaram.

– A nós!

– A nós e ao amor!

Sentaram-se na cama para beber, conversar, contar os detalhes da semana separadas. Trocaram carícias, beijos, elogios, suspiros.

Nem terminaram a primeira garrafa. Quando Marcela foi servir as últimas taças, Betina foi para cima dela. Puxou-a para cama e tirou sua calcinha. Montou em cima da, agora, noiva e a beijou por todo o corpo. Marcela arranhou suas costas enquanto ela se deliciava com seu corpo. Encheu as mãos com seus peitos e os chupou intensamente. Com a cara enfiada entre os seios, alcançou o Finger Sweet e o colocou no peito esquerdo, depois no direito.

Continuou descendo até chegar à buceta de Marcela. Primeiro, olhou nos olhos da parceira, depois, beijou apaixonadamente seu sexo molhado. Marcela pegou a mão de Betina e pôs na boca, beijou, nunca foi tão doce, chupou o dedo anelar sentindo a aliança passar úmida pelos seus lábios. Betina ficou com o finger vibrando na entrada da buceta enquanto beijava e chupava e lambia. Marcela arrastou a mão da parceira deslizando com o anel pela própria pele, gemia e brincava com os próprios mamilos. Betina aumentou a vibração e a intensidade da chupada. E depois mais uma vez. Trocou o finger pela rosa sugando no clitóris e passou a penetrá-la com dois dedos. Mordia os lábios vendo Marcela revirar a cabeça. Penetrava a buceta com dois dedos e chamava o gozo. Marcela jurava que podia sentir o novo anel entrando e saindo da sua buceta e então teve seu primeiro orgasmo como noiva.

Betina ergueu-se para escalar o corpo de Marcela novamente. Beijaram-se lado a lado na cama.

Marcela se sentou na cama calmamente e trouxe Betina para seu peito. Beijou o pescoço da noiva, passou os dedos suavemente pela sua pele até chegar na buceta. Pôde senti-la molhada. Pegou o Finger Sweet e colocou a parte do sugador na buceta dela. Puxou a cabeça dela para o lado e a contornou para poder beijá-la.

Betina a ajudou e penetrou a parte do finger na sua buceta enquanto Marcela colocava o sugador no clitóris. Marcela pressionou e enforcou de leve o pescoço de Betina, que respirava forte, profundo. Ela tentava parar de beijar para gemer, morder os lábios, mas Marcela logo voltava a beijá-la. Soltou seu pescoço para pegar na sua cintura e trazê-la ainda mais para perto, colar ainda mais costas e peitos. Betina gozou. Seu peito enchia e esvaziava por completo em ritmo acelerado. Marcela assoprou seu rosto e acariciou seu cabelo.

Caíram novamente na cama, mas o tesão era maior que o cansaço. Os beijos leves viraram beijos intensos, as pernas se cruzaram, as mãos foram na bunda, no peito, na cintura, arranharam as coxas, as costas, a nuca. Rolaram para um lado, depois para o outro. Uma ficava em cima e depois a outra. Até que se encaixaram de frente. Colocaram uma buceta de frente para a outra e as esfregaram. Amavam-se com os olhos e gemidos. Uma pegou o finger, e a outra pegou a flor e colocaram nos seus clitóris. Sentiam suas bucetas cada vez mais molhadas, e mais um orgasmo estava por vir. Combinaram no olhar que deveriam aumentar a vibração. Morderam os lábios quase simultaneamente.

Concordavam com a cabeça. Iam gozar juntas. Balançavam a cabeça para cima e para baixo e gemiam juntas. “Isso, isso, vou gozar”, diziam quase em sincronia. A sintonia era grande. Avançaram uma em direção à outra se beijaram calorosamente. O ar ligado não dava conta da chama que havia entre elas. Sentiam a pele suar e a boca secar. Desejaram um gole do champanhe do frigobar, mas desejaram mais ainda uma a outra. Desejaram mais noites como essa, que o fogo entre elas não se apagasse. Tentavam palavras de amor e tesão, mas os gemidos que tomavam conta do quarto.

Gozaram e caíram pela última vez na cama.

Aos poucos, recuperaram a respiração e foram se ajeitando. Sentiam a respiração uma da outra no rosto, os lábios quase se encostavam.

– Eu te amo – falaram juntas.

 

Um silêncio durou três ou cinco segundos enquanto as pontas dos narizes se tocavam.

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