- Blog, Contos Eróticos
- julho 16, 2026
Conto Hétero
Era uma terça-feira chuvosa no Rio de Janeiro e os termômetros já indicavam o inverno rigoroso que estava por vir. As ruas estavam desertas e uma garoa intermitente fazia com que qualquer pessoa, naquele dia, desejasse chegar logo em casa. Eu era uma delas. A rotina no escritório estava estressante e, desde que terminei com o Nicolas, meu último namorado, meus dias eram marcados pela contagem regressiva para deitar no meu sofá e assistir à minha comfort série. A Copa do Mundo era a única chama acesa que fazia com que as pessoas quisessem sair de casa, mas como eu não ligo para futebol, me limitei apenas aos jogos do Brasil.
Quase na hora de pegar o metrô, recebo uma notificação. Uma amiga me chamando para o bar, pois teria um jogo imperdível de suas seleções que eu não fazia ideia. A chuva fina tinha dado uma trégua, e eu sequer podia culpar o tempo ruim para justificar a minha recusa. “Você precisa ver um pouco de movimento, a fulana e a ciclana vão também e o bar é perto da sua casa. Se você ficar cansada, é só ir embora. Vai ser divertido, prometo”.
Bom, acabei cedendo ao pedido daquela minha amiga que, no fundo, só queria me ver bem. Apesar de eu não ter enfrentado uma grande fossa no término com o Nicolas, eu estava com certa preguiça de conhecer pessoas novas. Não voltei para aplicativos de encontros e me contentava com o meu Delight e boas lembranças de homens que passaram pela minha vida. A minha preferida era com o Marcelo e o jeito único que ele tinha de me comer, explorando cada parte do meu corpo sem a menor pressa. Gozar com as mãos e a boca do Marcelo foi, por um tempo, o meu hobby preferido.
Cheguei no bar e as meninas já estavam em uma mesa localizada estrategicamente perto da TV. Eu continuava sem entender muito bem quem deveria ganhar aquela partida mas, depois de uns drinks, eu já até criticava alguns jogadores e caía na gargalhada. O bar já estava cheio quando, de longe, eu avistei o Marcelo. Um filme passou pela minha cabeça, mas decidi entregar para o Universo a escolha sobre como seria o final da minha noite. Entre um drink e o outro, algumas trocas de olhares e uma notificação: “Estou com saudades do seu gosto”. Se eu contasse isso para as meninas, seria um alvoroço que nada tinha a ver com a nossa discrição. Então, eu só disse a elas “já volto” e decidi tornar aquela noite memorável.
Passei em frente a ele e fiz um sinal muito sutil com a cabeça de “venha atrás de mim”. Caminhei em direção à rua ao lado do bar, que era uma rua sem saída com pouquíssimo movimento, ainda mais às 23h de uma noite fria. A cada passo que eu dava, sentia a energia daquele homem se aproximando de mim. Era como se o meu corpo já tivesse reconhecido o cheiro. Minhas mãos já estavam suadas e eu sentia aos poucos o fluxo sanguíneo da minha buceta aumentar. Marcelo me alcançou, me pegou pela mão e me encostou numa kombi que parecia estar estacionada ali há meses.
Ele me olhou no fundo dos olhos, cheirou meu pescoço e disse que nunca conseguiu esquecer o meu gosto. Nos beijamos lentamente, como se nunca estivesse existido uma lacuna de 3 anos desde a nossa última transa. Ele abriu os botões da minha blusa e tocou nos meus peitos. A mistura de tesão com a brisa fria fez meus bicos ficarem extremamente duros por baixo do sutiã. Desci a mão devagar e senti aquele pau grosso, tão duro que parecia que ia furar a calça que ele usava. Meu coração estava tão acelerado que eu não sabia mais se era pelo medo de sermos vistos ou pela emoção de estar nas mãos do Marcelo mais uma vez.
Ele abriu o fecho frontal do meu sutiã e tocou nos meus peitos com as duas mãos, me olhando no fundo dos olhos. Apertava levemente o bico, brincava passando as pontinhas dos dedos para me arrepiar e sentia a minha respiração cada vez mais ofegante. Eu já sentia a minha buceta dando pequenas contrações, denunciando o quão molhada estava a minha calcinha. E então ele começou a chupar meus peitos, enquanto deslizava as mãos por eles, intercalando com um carinho no pescoço. Eu joguei a cabeça pra trás e me deixei levar por aquela onda de tesão que tomava conta do meu corpo inteiro.
Ele abriu a minha calça, desceu um pouco para que sua mão fizesse aquilo que eu tanto imaginei. Mas o Marcelo tinha um ritmo só dele. Ele fazia carinho na minha buceta por cima da calcinha enquanto me beijava, e me olhava esperando que eu implorasse para que ele fizesse mais. “Você quer?”, ele perguntou no meu ouvido. Eu sequer conseguia falar. Minha buceta piscava como um pedido urgente para que aqueles dedos me penetrassem e me fizessem gozar numa rua deserta em plena terça-feira. Coloquei a minha calcinha para o lado e Marcelo me tocou fazendo movimentos lentos e circulares na região do meu clitoris. Eu estava tão molhada que seus dedos deslizavam num ritmo perfeito. De longe, eu ouvia as pessoas gritando a cada gol no bar. Ali, eu gemia baixinho no ouvido do Marcelo, falando que eu queria que ele me fizesse gozar.
E ele sabia exatamente como fazer isso. Enquanto uma mão deslizava pelos meus peitos, seus dedos escorregaram para dentro de mim e assim, em pé, na rua, ele me comia bem devagar, usando apenas as mãos. Quando eu estava perto de gozar, ele voltou para meus clitoris e me fez carinho até sentir todas as minhas contrações indicando meu orgasmo. Eu fiquei sem reação. Ele fechou os botões da minha blusa, levantou a minha calça e me abraçou.
Voltamos para o bar como se nada tivesse acontecido. Segui a noite com as minhas amigas e, de vez em quando, ele me olhava cheirando os dedos de uma forma que só eu conseguia reparar. Depois desse dia, eu tive certeza de que outros jogos podem ser tão divertidos quanto os do Brasil.
– Escrito por Paola Q. em exclusividade para Désir Atelier