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Conto hétero

Há mais ou menos um ano, minhas noites com meu Bullet Puse têm protagonista certo: meu personal. Eu sei que parece algo super clichê, e talvez seja mesmo. Qual mulher nunca fantasiou com o personal? Mas, nossa história fugiu um pouco do óbvio e vou contar o porquê.

Decidi contratar o Marcos depois que fiquei solteira. Fui traída, estava com a autoestima baixa, um pouco acima do peso e decidi que eu precisava cuidar mais de mim. E isso incluía 3 aulas semanais com o personal da academia. Além de ser um ótimo profissional, ele é bem gato (um pouco desse tipo de motivação não me faria mal). 

Um ano depois, eu ainda não tinha desistido do projeto fitness, e minha relação com o Marcos virou uma amizade muito gostosa. Sempre contávamos sobre nosso final de semana, pois ele também estava solteiro e tinha uma vida movimentada. Apesar da amizade, eu tinha certa desconfiança de que ele tinha algum crush em mim. O jeito que ele me olhava de vez em quando, sempre me elogiava… mas de forma muito sutil, o que me deixava na dúvida se era realmente flerte carinhoso, ou era apenas coisa da minha cabeça nas semanas em que eu estava ovulando.

De toda forma, eu não podia negar que existia certo clima no ar. Por vezes ele me flagrou reparando no corpo dele, mas sempre se fazia desentendido. Ele é um profissional respeitado na academia e certamente estava acostumado com aquele tipo de comportamento. Por isso mesmo, eu me contentava em imaginar como seria aquele corpo por baixo do uniforme, como seria a pegada dele, se ele beijava forte ou mais lento. Como eu disse antes, o que não me faltava era insumo para minhas noites com o Bullet Pulse. Eu imaginava tanto que às vezes chegava nas aulas levemente constrangida em relação aos meus pensamentos, que ele não fazia ideia que existiam.

Num belo dia, a academia informou que precisava fechar mais cedo por conta de uma manutenção, e não daria tempo de eu ter minha aula com o Marcos. Como eu sou super disciplinada e não estava disposta a perder um dia de treino, sugeri ao Marcos que usássemos a academia do meu prédio. Não era uma super academia, mas daria para fazer o básico e, assim, não perderíamos a constância. Marcamos a aula para às 21h, uma hora mais tarde que o usual, por conta do deslocamento. Às 20h50 ele tocou o interfone e eu já estava preparada para o treino. 

O que vou contar a partir de agora é algo que eu nunca imaginei que fosse acontecer. Na verdade, imaginei muitas vezes, mas não achava que seria possível virar realidade um dia. Nesse dia, em especial, eu estava com uma vontade imensa de ficar com ele. Talvez por estarmos fora do contexto da academia, talvez por eu estar na semana de ovulação, talvez por ter usado o Bullet Pulse na noite anterior, talvez por ele ser incrivelmente bonito e, ao mesmo tempo, tão misterioso. Talvez por todas as opções anteriores juntas. O treino não estava tão pesado, mas meu coração estava acelerado e a parte do meu corpo que mais estava molhada era a minha buceta.

Fim do treino, hora de nos despedirmos. E foi nesse momento que eu, num impulso, perguntei se ele não queria subir pra beber uma água ou experimentar o whey protein novo que eu tinha comentado dias atrás. Falei sem pensar e, quando eu estava quase arrependida, ele disse:

 “Topo”.

Eu ainda tentei dar a chance do destino me desviar da minha própria impulsividade e falei “não quero te atrasar, se tiver corrido, sem problemas”.

“Já estou livre por hoje. Quero provar esse whey há tempos, hoje é a oportunidade perfeita”. Ele respondeu rindo.

Peguei minhas coisas, andamos em direção ao elevador falando sobre qualquer coisa e, na minha cabeça, eu tentava decifrar se “provar o Whey” seria uma metáfora para me devorar. 

Abri a porta, tiramos o tênis, falei para ele se sentir à vontade e não reparar na bagunça. Andei em direção à cozinha e chamei ele para me acompanhar. Antes do whey, servi dois copos d’àgua, e encostamos na bancada para bater papo. Ele me olhava no fundo dos olhos e eu já sentia um arrepio tomar conta do meu. E fazendo jus à toda impulsividade daquela noite, eu simplesmente o beijei.

Enquanto uma mão segurava a minha cintura, a outra soltou o elástico do meu cabelo e me segurou forte, mantendo meu rosto preso no beijo. Nossas línguas conversavam como velhas conhecidas, nossos lábios se encaixavam de forma perfeita, e enquanto eu curtia esse momento tão esperado, conseguia sentir o pau dele endurecer contra meu corpo. Aquilo tudo era bom demais para ser verdade. Cheguei a pensar que estava presa em uma quinta imaginativa, mas era real. Fui escorregando minha mão pelo abdômen dele, sentindo cada pedacinho de músculo, até chegar no pau. Por cima do short, fiquei fazendo carinho, apertando de leve e ele falou no meu ouvido “você não imagina como foi difícil disfarçar a atração que sinto por você”. Eu apenas me deixei levar.

Ele me levantou e me colocou sentada na bancada da cozinha. Em pé, na minha frente, se encaixou entre as minhas pernas. Eu entrelacei ele de forma que ele só conseguiria sair depois me desse muito prazer. Ele tirou meu top, chupou meus peitos devagar, com a boca bem úmida. Enquanto ele explorava cada pedaço dos meus seios, suas mãos deslizavam pelo meu pescoço até meus braços, passeavam pelas minhas coxas e eu dava gemidos leves de tanto prazer. Tirei a blusa dele e, por alguns segundos, contemplei o peitoral gostoso. Ele não fazia o estilo super forte marombeiro, ele era naturalmente grande e definido.

Ele desceu meu short e minha calcinha. Eu estava tão excitada que, quando ele encostou o dedo na minha buceta, eu gemi. Voltamos a nos beijar enquanto ele fazia carinho pelos meus grandes lábios, usando a pontinha dos dedos somente. Chegava no clitoris, deslizava o dedo devagar e chupava meus peitos. Minha vontade era tanta que tive que pedir.

“Me come”.

Ele tirou o short dele, abriu minhas pernas e meteu o pau em mim bem devagar, até o fundo. Segurei no pescoço dele com as duas mãos, ele me olhava no fundo dos olhos metendo devagar, até que parou e disse “não precisamos ter pressa”.

E então ele tirou o pau e começou a me chupar. Naquele momento eu confundia fantasia com realidade, lembrava das noites de quinta com o meu Bullet Pulse, enquanto a língua dele deslizava pela minha buceta encharcada.

Ele me pegou no colo, me levou até o sofá da sala e disse pra eu ficar de costas, apoiada no encosto. Quando eu achei que ele fosse meter mais, ele me chupou, agora, por outro ângulo. Eu mal conseguia me conter de prazer e ele finalmente meteu em mim, dessa vez com mais força. Eu gemia, pedindo mais, e ele mesclava a força bruta da penetração com movimentos suaves das suas mãos nas minhas costas. Puxava de leve meu cabelo e dizia que eu era deliciosa. Levou uma mão até meu clitóris e começou a me tocar enquanto metia forte.

Gozamos em sintonia. Nem nos meus melhores momentos a sós com o Pulse by Désir eu imaginava que a realidade seria daquele jeito.

Deitamos no sofá, ele fez um carinho no meu cabelo e disse “não me importo de perder a aluna, se eu tiver você pra mim”. E assim iniciamos a segunda fase da nossa jornada, com muito sexo e momentos gostosos. Eu sigo na academia, mas com outro personal.

Ah, sobre o whey? Ele nunca provou.

 

Escrito por Paola Q. exclusivamente para Désir

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