- Blog, Contos Eróticos
- junho 11, 2026
Conto Hétero
De manhã, vestiu-se com a sua roupa segura de todas as apresentações profissionais que tinha que fazer. Ao se olhar no espelho, não se reconheceu. Viu a Vanessa dos romances já escritos que nada tinha a ver com o seu novo livro, que não falava de amor com final feliz, mas de amores que nasciam e acabavam, mas não chegavam ao fim. Eram amores que duravam uma noite, um fim de semana ou alguns meses, e em todos eles sua personagem se entregava. Precisava refletir isso também na Vanessa que havia desabrochado. Optou por um vestido verde, gostava de ter mais cor na roupa, de alça que era discreto e ao mesmo tempo realçava algumas das suas curvas.
Chegou confiante à apresentação. Logo, o nervosismo bateu. Vanessa inspirou e expirou devagar enquanto esperava os 12 minutos que separavam a ansiedade silenciosa atual do discurso que precisava ser convincente. Seu peito enchia e esvaziava calmamente ao contrário da sua mente.
Rebeca a chamou para entrar na sala, onde estavam também Marcus e Patrícia. Vanessa já conhecia todos, e assim o clima ficou mais leve. A escritora apresentou e convenceu a editora a seguir com o novo projeto.
Voltou para casa aliviada. Mais leve. Muito trabalho vinha pela frente. Mas Vanessa tirou o dia para descansar. Aproveitou a satisfação da aprovação e foi correr logo depois de chegar em casa. Estava um pouco longe da sua melhor forma nas pistas, e a corrida não durou tanto assim, apenas o suficiente para deixá-la mais animada.
O banho foi revigorante, o almoço foi delicioso. Deitou-se na cama e viu o Delight esquecido na cabeceira. Ia cochilar depois de comer, mas ver seu único brinquedo despertou outros sentimentos. Estava em renovação e descobrimento, entrou na internet e comprou novos brinquedos, lingeries e géis. Tudo chegaria no dia seguinte.
Enquanto isso, divertiu-se com o Delight em plena tarde de segunda-feira. Se o mundo corria lá fora, Vanessa desacelerava dentro do quarto. Vibrante, calmo, silencioso, manso, aguado. Assim foi o orgasmo da escritora antes de dormir.
Havia um livro para ser escrito e uma história para ser contada.
Seus quatro novos vibradores chegaram: Boo, Triumph, Jolie e Shine. O último, Vanessa comprou porque se imaginou usando com a vizinha, não escondeu o sorriso tímido e safado na hora que o colocou no carrinho. Também chegaram as lingeries preta, vermelha e roxa, assim como as camisolas transparentes preta e branca. Quase se esqueceu, mas no fim da caixa ainda tinha a venda de pelúcia.
Vanessa testou tudo nos dias e semanas que se sucederam. Ou quase tudo. O Shine ficou guardado para uma ocasião especial, que ela fantasiava, se excitava e depois usava um dos outros para gozar. Até a venda foi usada desacompanhada.
Mas ela queria mais. Postou pós-corrida um stories de top vinho e short preto fazendo o sinal de dois com o dedo. Essa foi a foto vencedora entre as dezenas que foram tiradas entre o fim da corrida e a chegada em casa. Não recebeu muitas curtidas. Não postava muita coisa e nem tinha muitos seguidores. Mas ganhou uma palminha. Ou melhor, três. Uma da sua prima. Duas de homens. Um amigo. O outro era o irmão de uma amiga. Vanessa riu, pois gostou da palminha, mas não sabia o que fazer com ela. Encarou o celular, cogitou só curtir, pensou em responder algo, em puxar assunto, mudou de posição na cadeira e entrou no perfil dele, pensou em responder o stories dele com palminha também, mas não tinha nada, pensou em curtir uma foto antiga dele. Isso ainda funcionava?
Tinha que testar.
Curtiu a palminha dele e também uma foto dele viajando de 2024. Fiz a minha parte, pensou ela jogando o celular longe e se sentindo uma adolescente novamente.
Ele curtiu duas fotos dela antigas. Vai ficar nisso? É sério?, pensou Vanessa. Soltou um bafo pela boca. Enquanto resmungava mentalmente, surgiu a mensagem do André. Aleluia, agradeceu silenciosamente erguendo o olhar para o teto.
Juntou os joelhos ao peito e respondeu. Refletiu se deveria ter esperado mais para não parecer ansiosa. Mas concluiu que já tinha perdido tempo demais.
Começaram bem devagar a conversa. Pareciam com medo de escancarar o que os dois queriam: sair. Ficaram se atualizando um da vida do outro, contando o que curtiam, o que tinham feito, onde estavam, tudo aquilo que fluiria com muitos mais naturalidade numa mesa de bar.
Vanessa parou para almoçar na sexta e viu que a conversa tinha andado pouco na direção de um encontro. Então tomou a iniciativa.
– Vai fazer o que hoje? Quer sair para tomar algo? – perguntou sem qualquer cerimônia.
– Quero sim. Estou livre a partir das 19h. Prefere um bar ou restaurante? – respondeu sem enrolação.
– Pode ser um bar. Vou te mandar o endereço de um bom aqui perto. 20h, pode ser? – convidou Vanessa enviando o perfil do bar na sequência.
– Fechado. Te encontro às 20h. Precisa de carona?
– Não, te encontro lá mesmo – concluiu ela.
A iminência do encontro chegou deixando rastros por todo apartamento. Eram muitas frases e linhas escritas, mas muitas estavam pela metade, roupas estavam jogadas na cama e na cadeira da sala, a luz do banheiro estava acesa iluminando três batons que haviam sido testados em momentos distintos. Entrou no Instagram dele para vê-lo e depois no seu para ver a imagem que passava para logo voltar para o dele. Se perdeu vendo memes e vídeos fofos de animais, tendo que colocar o celular para carregar. Imaginou diversos cenários, do pior ao melhor. Não tomou mais café durante o dia para não ficar ainda mais agitada. Pensou bastante também no que usaria, tanto de roupa quanto de frases. Até treinou falas e poses no espelho.
Decidiu a roupa que iria.
Mas na hora de se arrumar, tudo virou dúvida. Tirou e colocou a lingerie, o vestido, a saia, a blusa, o batom, passou de novo, vestiu-se de novo, foi ao espelho, voltou. Foram tantas idas e vindas que pensou até em tomar outro banho. Não queria se atrasar, então se decidiu pela roupa que havia planejado.
Chegou três minutos antes do horário marcado. E André já estava lá sentado. Os dois se viram quase simultaneamente. Vanessa sorriu e analisou o acompanhante enquanto ele se levantava para recebê-la. Ela gostou do que viu e o admirou. Tanto que esqueceu-se de andar até ele. Foi ele quem deu o primeiro passo e a recebeu com um sorriso cordial e um olhar de cima a baixo: está linda, ele disse mirando nos olhos de Vanessa. Foi o suficiente para quebrar todo o roteiro que havia criado na sua cabeça. A escritora ficou sem palavras. Um ‘obrigado’ saiu deixando sua boca seca, mas sorridente.
Sentaram-se. As bochechas deles estavam ruborizadas. Nunca tinham cogitado esse momento, ele só aconteceu. Lembrava-se de um André tímido. Por ser um pouco mais novo, ela pensava nele mais como criança ou adolescente. Depois de adulta, não o tinha visto muitas vezes.
Agora, era um homem com mãos grandes e firmes, mostrou um sorriso largo desde que a viu e seguia um pouco tímido.
O silêncio tomou conta da mesa depois que se olharam e resolveram pegar os cardápios. Usavam-no quase como esconderijo dos seus rostos. Vanessa sorria por trás dela e fingia ler para pensar, tinha adorado o jeito que ele a olhou pela primeira vez. Se ela usava o cardápio para esconder o sorriso, André o colocava na frente dos olhos apenas para espiar e ver a pontinha do sorriso de Vanessa que escapava do papel. Ficou aliviado, até escorregou um pouco da cadeira ao relaxar as costas. Já tinha visto o cardápio e não precisava ver de novo. Se ela quisesse cerveja, ele ia querer cerveja. Se ela quisesse drink, ele ia tomar um drink também.
– Decidiu o que você quer? – André quebrou o silêncio.
– Acho que vou de drink. E você?
– Também vou de drink. Qual é o seu? Vamos pedir diferentes que aí provamos um o do outro e fazemos a saideira com o preferido de cada um – sugeriu André, imediatamente se perguntando se já deveria ter falado da hora de ir embora logo no início.
– Oba! Adorei! – falou Vanessa batendo palminhas.
A timidez sumiu mesmo antes de os drinks chegarem. Não faltaram mais palavras nem assuntos. Apenas toque. Vanessa bebia e falava encostada na cadeira. O contato visual era constante e raramente escapulia. Faltou dar brechas para o pele na pele. Mas André achou. Levantou-se para ir ao banheiro e parou ao lado de Vanessa, que demorou meio segundo para entender o que era. Ele se inclinou para baixo enquanto ela olhava para cima sorrindo de alegria e nervosismo. Ele também sorria. Também de alegria e nervosismo. Parou seu rosto a poucos centímetros do dela. Engoliram a seco a saliva. Sentiram a respiração ardente e pesada de um no rosto do outro. Vanessa deixou escapulir uma risada mais forte com som. André parecia esperar alguma palavra, que não veio. O beijo sim. Primeiro, os lábios se tocaram serrados e secos. Depois, se abriram, as línguas se encontraram úmidas e se esfregaram uma na outra. Concluíram com mais um beijo de lábios serrados, imediatamente abertos para um sorriso de satisfação.
André foi ao banheiro. Entrou, se olhou no espelho, foi ao mictório, pôs o pênis para fora e contou até 20. Não queria fazer xixi, só queria beijá-la. Guardou o pênis que estava entre mole e duro, lavou as mãos e molhou a boca. Vanessa pegou o celular e viu se o batom havia sido borrado. Não tinha. Riu para si mesma na câmera do celular e tirou uma selfie.
Quando André voltou à mesa, deu mais um beijo nela, dessa vez, mais rápido.
Vanessa percebeu que havia pecado em abrir portas. E assim que ele se sentou, ela repousou o braço e a mão na mesa. Ele estendeu a sua e tocou a dela. Acariciou as costas da mão dela com o dedão e um sorriso no rosto. Ela pôde sentir sua pele e dedos grossos da mão ao contrário do seu rosto liso sem barba.
Tomaram mais um drink. Era o terceiro deles.
– Aguenta mais? É a saideira? Qual foi seu preferido? – perguntou André.
– Sim, o último – disse Vanessa.
E tomaram mais um drink. Não houve mais beijos ali. Houve muitos toques. Entre as pernas dos dois, as mãos, os olhos e os sorrisos.
Quando saíram, o silêncio voltou a ocupar o espaço entre os dois. André ficou na dúvida se sugeria chamá-la para casa. Por sorte dele, não precisou sofrer muito pensando. Vanessa apontou que morava logo ali e o convidou para ir com ela.
Ele não titubeou. No curto trajeto de táxi, André sentiu as coxas lisas dela enquanto se afogava no cheiro cítrico que saía do pescoço de Vanessa.
– Aceita uma água? Quer alguma coisa? – ofereceu Vanessa quando chegaram.
– Só mais um beijo – respondeu André segurando o queixo dela com os dedos e dando um beijo mais lento e intenso que os outros.
Seu braço envolveu a cintura de Vanessa que fincou seus dedos no cabelo. Ela ficou na ponta dos pés para alcançá-lo melhor. André desceu um pouco mais a mão para sentir sua bunda e sua calcinha.
– E agora? Quer mais alguma coisa? – perguntou Vanessa quando acabaram o beijo enquanto fechava a porta de casa.
– Quanto desse eu tiver direito – respondeu indo para cima dela.
Vanessa se esquivou para puxá-lo pela mão para a sala. Atirou-o no sofá, acendeu um abajur da mesa ao lado e sentou-se sobre ele. Sentiu que o pênis dele já estava duro. Rebolou para senti-lo roçar na sua buceta, que umedecia a cada ida e a cada vinda. Pegou o queixo dele e virou seu rosto para cima, lambeu seu pescoço até chegar na sua boca, mordeu os lábios dele. Deu mais um beijo e o encarou nos olhos. Começava a despertar o lado safado de André, que agarrou a bunda dela com as duas mãos. Ela tirou a blusa dele. Viu que seus peitos eram mais gostosos do que imaginava. Lambeu agora no sentido contrário. Do pescoço para baixo, chupando os mamilos dele e agora sentia o pênis duro dele na sua barriga.
– Me espera um minuto? – perguntou Vanessa já de joelhos em frente ao sofá.
André queria vê-la imediatamente com seu pau na boca, mas só podia responder que sim.
Vanessa foi ao quarto e demorou mais que um minuto.
Voltou com a camisola preta transparente, camisinha, lubrificante e o Triumph na mão.
Sentou-se novamente sobre ele que apenas riu em cada passo dela.
– Onde nós paramos mesmo? – perguntou ela.
– Nem me lembro mais – respondeu sem saber.
– Ah, acho que lembrei – concluiu Vanessa.
Escorregou com a boca pelo rosto, passando também pelo pescoço, peitos, mamilos, barriga, abdome. Chegou de frente para a ereção de André ainda presa dentro da calça e o arranhou no peito. Sua mão desceu deixando uma leve marca na pele dele até chegar à calça e arrastá-la para baixo. O pau dele surgiu pulsante ainda dentro da cueca com mais volume que antes.
Vanessa se levantou, virou-se de costas e rebolou no pau dele. André via a bunda dela escapando pela camisola e apenas com uma calcinha vermelha de renda. Ela podia se ver levemente pelo reflexo da tela da televisão desligada. Jogou seu corpo para trás grudando suas costas ao peito dele. Ele a agarrou nas coxas e suas mãos escalaram até abraçarem os seios dela. Puxou um lado para fora e apertou com mais firmeza esse seio.
A boca de Vanessa ficou um pouco seca. Saiu sensualmente de cima de André.
– Só mais um segundo – falou.
Foi à cozinha, pegou um copo d’água e bebeu. Deu metade para André, que bebeu apenas um gole e o segurou de lado.
Vanessa se ajoelhou entre as pernas dele e sacou o pau dele para fora. Abraçou o pau dele com os dedos e o levantou e então chupou suas bolas. André deu um gritinho nada sensual com o susto causado pela boca gelada de Vanessa. Os dois riram. Vanessa pegou o copo novamente, deu mais um gole e o devolveu. E então chupou o pau de André. Agora ele esperava pela sua boca gelada. Sua boca patinava por todo o pau dele, sua língua brincava com a glande dura e inchada de prazer. Suas mãos brincavam com o resto do corpo dele, arranhava suas coxas, acariciava seu peito e apertava seus mamilos.
Tirou a alça da camisola, passou lubrificante no pau dele e o esfregou entre seus seios mirando-o nos olhos. André fazia caretas, cerrava os lábios, gemia baixo, apertava o sofá.
Ele pegou Vanessa pelo cabelo, inclinou-se para frente e a beijou. Em seguida, tirou sua camisola e viu seu corpo surgir atraente. Fez Vanessa se inclinar para ver sua bunda de cima, deu duas palmadas, uma em cada, antes de fazê-la se deitar no sofá.
Ele foi com tudo pra cima dela. Tirou sua calcinha, parou com o rosto a centímetros da buceta dela, podia sentir a respiração dele, seu braço contornava a coxa dela e seu dedão tocava levemente seu clitóris, mexendo para cima e para baixo, de um lado para o outro. Viu Vanessa se ajeitar no sofá, jogando o quadril para o lado. Então, caiu de boca na buceta dela. Foram lambidas nada tímidas, certeiras e determinadas, chupou seus lábios e seu clítoris e lambeu tudo que estava encharcado.
Ergueu-se beijando o corpo de Vanessa, ela deu a camisinha, ele demorou um pouco a abrir por causa dos dedos úmidos. Enquanto esperava, Vanessa se tocou olhando para ele.
André colocou a camisinha e depois a penetrou. Tirou seu pau e jogou lubrificante e voltou a penetrá-la, preenchendo a sala de suspiros.
Suas metidas eram fortes. Enfiava tudo e tirava devagar. A pressão com todo seu quadril, glúteos, perna fazia Vanessa soltar o ar com força. Quando ele segurou os dois peitos dela com suas mãos, começou a meter mais rápido. Agora, o barulho do choque dos corpos se juntou aos gemidos. Ele gemia forte. André se deitou sobre ela diminuindo o ritmo. Vanessa achou que ele tivesse gozado. Mas ele só quis alcançar o Triumph que esperava na mesa para ser usado. Ele deu na mão dela.
Vanessa sorriu. Se imaginou muito safada. Ficou na dúvida de qual função usar. Ligou todas e encarou o brinquedo enquanto André metia devagar e a olhava esperando sua decisão. Não tinha dúvida de qual era o melhor, pois já havia testado as três. Vanessa queria todas. Ela riu um pouco de nervoso e muito de excitação. Decidiu-se pelo sugador. Quando colocou, André voltou a meter rápido. Foi tiro e queda. Vanessa não sabe quantos segundos levou para gozar. Mas sabe que não foram minutos.
Suas pernas tremeram, tirou o Triumph da buceta gemendo mais alto do que se lembrava de ter feito, e André parou de penetrá-la. Ele ria segurando os tornozelos dela. Sua barriga e pernas estavam molhadas do gozo de Vanessa.
Inclinou-se para beijá-la carinhosamente no rosto. Ela o beijou energicamente. O Triumph vibrava entre o peito deles.
André foi deslizando para o lado e se encaixando entre Vanessa e o encosto do sofá. Ela foi entendendo e foi se virando aos poucos. Fizeram uma conchinha bem apertada. Mas com espaço suficiente para André encontrar sua buceta novamente. A penetrou. Seu braço esquerdo era travesseiro e forca para ela. Ele usava para trazê-la mais para si. Fazia seu rosto virar para beijá-la. Sua mão direita passeava e brincava pelo resto do corpo. Às vezes, dava uns tapas na bunda. Em outras, arranhava as coxas. Também servia para cadenciar o ritmo segurando a cintura e para apertar os peitos.
Os movimentos de quadril eram sincronizados. Vanessa decidiu usar a linguinha do Triumph. Abriu um pouco as pernas e o encaixou lá. Começou a sentir vontade de gozar novamente, puxou o antebraço de André para sua boca e se sufocou com ele, mordendo, beijando ou apenas tampando a boca. Ele tomou conta do seu corpo e a fez virar. Vanessa ficou de bruços, com a cara enfiada no sofá. Seu gemido era alto. André metia agora tão gostoso quanto antes. O Triumph vibrava entre sua buceta e o sofá. Seu cabelo era agarrado. André puxava seu rosto para fora para ouvi-la ofegante e gemendo. Ela o ouviu gemer e gozar, sentiu seu pau pulsar dentro de si. Ele não pôde ouvir direito o segundo orgasmo de Vanessa que enfiou cada vez mais o rosto mordendo o sofá.
Apenas quando precisou buscar ar, já gozada, que André pôde ouvi-la.
Ele saiu de cima dela e se sentou no braço do sofá acariciando sua cabeça enquanto via suas costas subirem e descerem com a respiração intensa. Desviou o olhar para fora e viu a varanda da frente acesa com uma mulher lendo sozinha na cadeira e o pé apoiado num vaso de planta.
Voltou seus olhos para Vanessa, que já havia se virado para ele. André se inclinou para baixo e a beijou trocando carícias entre eles.
– Vem cá – fez Vanessa com os lábios e a mão.
Espremeram-se novamente no sofá, agora, com Vanessa deitada sobre o peito dele. André pegou o resto da água que tinha no copo e jogou umas gotas geladas sobre eles.
Beijaram-se. André adormeceu.
Vanessa sentiu sede. Levantou-se para pegar mais água. Olhou o relógio para ver as horas e viu também que já era um novo mês. Pegou a caixa de cigarros, o isqueiro e o copo e foi à varanda tomar um vento fresco vestindo a camisola que estava no chão da sala. Sentou-se, apoiou os pés na cadeira da frente, acendeu o cigarro, deu uma longa tragada e soltou a fumaça no ar. Quando caiu em si, viu a vizinha sentada na varanda da frente lendo. Bebeu um gole d’água, deu mais uma tragada e riu. Será que tinha sido a vez da vizinha assisti-la