- Blog, Contos Eróticos
- julho 1, 2026
Conto Hétero
Não era o primeiro, nem o segundo e muito menos o terceiro Dia dos Namorados deles juntos. Já tinham feito de tudo. Aquele primeiro que saem para jantar, o que cozinham em casa porque sabem que os restaurantes estão cheios, viagem de casal e tudo mais, inclusive nada.
Estavam decididos a não fazer nada. Até que ela teve uma ideia dois dias antes.
– E se a gente fizesse tudo no escuro? Vamos ver o quanto nos conhecemos, nos sentimos e se descobrimos algo novo no outro. Absolutamente nada aceso. Pedimos uma pizza ou algo para comer e fazemos tudo no escuro.
– Tá, beleza – ele respondeu sem perceber que ela estava animada e falando sério sobre isso.
– Então, ok. Jantar às 20h. não se atrase. E mais: se arrume no quarto de visita. Leve sua roupa para lá e se vista lá. Eu vou me vestir no nosso quarto. E aí quando estiver tudo apagado, vamos para a sala.
– Por mim, ok – ele concordou mais uma vez.
No dia seguinte, um antes de colocar a ideia em prática, ela ficou pensando no que poderia fazer para surpreendê-lo. E as ideias não paravam de vir à mente.
Estava no Instagram colhendo ideias quando foi impactada pelo post da Désir com a sua nova linha de produtos de bem-estar e self-care. Animou-se em comprar, até adicionou ao carrinho, mas depois se lembrou que provavelmente não chegaria até o date às cegas. Surpreendeu-se que elas entregavam rápido sim e que chegariam no máximo no dia seguinte e decidiu comprar o Kit Ritual do Desejo que tinha hidratante, body splash, esfoliante e ainda adicionou o lubrificante neutro da Désir. Empolgou-se e adicionou um bullet Pulse, pois havia perdido o seu.
No Dia dos Namorados, logo pela manhã, caixa discreta chegou. Ela estava trabalhando de casa, enquanto ele estava no escritório, por isso, pôde abrir sem segredo e já saiu borrifando o body splash. O cheiro a animou.
Ele chegou em casa pouco antes de 18h30. Ela ainda não tinha começado a se arrumar, mas deu o caminho para ele. Disse que precisava sair da sala às 19h30 e ficar esperando no quarto porque ela ia arrumar tudo. Ele perguntou se ela não precisava de nenhuma ajuda. Ela respondeu que não era possível ou estragaria a surpresa.
Ele ficou vendo televisão no sofá. Ela já tinha começado seu ritual. Tirou o moletom que usava por causa dos dias gelados no Rio de Janeiro e foi para o banho dando pulinhos de frio e alegria para o banho. Deixou a água quente bater e cobrir toda sua pele. Seu peito enchia e esvazia por completo. Passou xampu e sabonete. Depois, estreou o esfoliante. Adorou o cheiro que subiu no banho e a textura do produto. Espalhou por toda pele, sentia-se renovada. Depois, foi a vez do hidratante. O cheiro era parecido: ótimo.
Ela não queria sair do banho, curtia o cheiro e a água quente a prendia ali. Mas tinha um date pela frente. De qualquer forma, a excitação já tinha começado. Percebeu seus mamilos durinhos e arrepiados. Deslizou a mão pelo corpo até chegar na buceta. Decidiu ver também o lubrificante. Começou a se tocar, mas logo parou, não queria queimar a largada e tinha um horário a cumprir. Mas sentiu que a noite prometia.
Saiu e já pediu a pizza.
Mandou o marido ir para o quarto porque ia começar a arrumar.
Tinha pensado tanto que as dúvidas ficaram na sua cabeça, era um excesso de opções. Experimentou um vestido e gostou. Vestiu uma lingerie provocativa e amou. Testou só uma calcinha, mas estava frio demais, apesar de ter adorado. Parecia que tudo caía bem aos seus olhos e isso dificultava ainda mais a tomar uma decisão. No fim, venceu o kimono de seda. A dúvida era: com calcinha ou sem? Vestiu uma que combinava, ainda que ele não pudesse enxergar. Era um fio dental que ele conhecia e que deixava o bumbum dela lindo.
A pizza chegou. Certificou-se de que ele estava no quarto antes de sair para pegar. Colocou sobre a mesa, serviu também o vinho. E também apimentou com o lubrificante e o Pulse. Sabia que a comida iria esfriar um pouquinho, mas não tinha problema. Era por um bem maior.
Voltou para o quarto para os toques finais: batom e o body splash novo. Gostou tanto que deu até uma borrifada na sala para deixar com o cheirinho.
Saiu do quarto e apagou todas as luzes da casa: cozinha, sala, banheiros, seu quarto, deixou o celular lá dentro, televisões, fechou a cortina da sala e as portas.
Foi então buscar o parceiro. Bateu na porta do quarto que ele estava.
Ele apagou a luz do quarto e abriu a porta.
O escuro os fez falar baixo como se alguém estivesse escondido podendo ouvi-los. Sussurraram tentando um achar a mão do outro até que enfim se encontraram e foi como se não se encontrassem há muito tempo. Apertaram as mãos. Ele se inclinou para dar um beijo nela. Mas ela não viu. O puxou ainda falando baixo e pedindo para ir devagar. Foram quase que na ponta dos pés.
Ela puxou a cadeira para que ele se sentasse. E depois se sentou.
Todos os movimentos deles eram muito lentos. Havia medo de entornar o vinho, de derrubar algo no chão. Riram juntos. De alguma forma, a escuridão deixava tudo ainda mais silencioso.
Ele sugeriu acender a luz pelo menos para comer para que não fizessem besteira. Ela disse que isso estragaria tudo. Esforçaram-se o máximo que conseguiram. Ela lembrou que já tinha vinho na taça deles. Conseguiram pegar um pedaço cada e colocar no prato. A melhor coisa era comer com as mãos para não precisar cortar. Antes, brindaram em câmera lenta com medo de o choque surpresa entre as taças terminar a tragédia. Deram um gole.
Agora, ela foi quem avançou para um beijo suave na boca. Apoiou-se sobre a coxa dele e sentiu que ele estava de calça jeans em casa. Riu discretamente para que ele não percebesse e se beijaram.
Comeram conversando. Aos poucos, o volume da voz foi aumentando. Sentiam-se mais confortáveis no escuro que antes e havia um pouco mais de vinho correndo em suas veias.
Quando acabaram a pizza, havia acabado também o vinho. Ela se levantou para pegar mais na geladeira. Sabia que ele tentaria roubar. Então, fechou a porta da cozinha para que ele não a visse com a luz da geladeira. Retornou e encheu a taça dele. Mas não se sentou. Parou ao seu lado. Ele percebeu a presença calorosa dela e também sua respiração sobre ele.
Colocou a mão para o lado e sentiu o kimono dela. Deslizou a mão pelas costas dela de cima para baixo até chegar à bunda. Desceu mais um pouco até chegar à parte de trás da coxa e percebeu que tinha mais nada para baixo. Voltou com a mão subindo, mas agora escapuliu por dentro do kimono tocando sua bunda quase despida. Coberta apenas por um fino fio dental.
Ele riu. Ela não viu. Mas sentiu sua mão apertar a parte esquerda da sua bunda. Pôde sentir que a respiração dele ficou mais pesada também. Serviu-se um pouco de vinho e tomou para depois deixar a taça na mesa.
Abaixou-se devagar arrastando parte do seu corpo pelo rosto dele. Seu peito passou rápido demais pela boca dele. Não deu tempo de ele chupar ou beijá-lo. Mas deu tempo de fazê-lo querer chupar ou beijá-lo. Chegou com seus lábios ao dele. Segurou o queixo dele e o beijou. Era o primeiro beijo de língua da noite. Pelo menos foi o primeiro mais intenso. Mas não foi o último.
Pediu que ele se ajeitasse e se sentou no colo dele. Ele passou a mão pelo corpo dela e pôde sentir que estava quase despida. Ela sentia o pau dele pulsando já dentro da calça jeans. Riu de novo por pensar que ele estava de calça jeans e camisa num date em casa.
Deixou que ele passasse a mão pela sua pele lisa, hidratada e cheirosa. Enquanto isso, enfiava seus dedos entre os fios de cabelo dele e beijava sua orelha e pescoço. Podiam sentir a respiração ficar simultaneamente mais excitante.
Ela tirou a blusa dele e depois se levantou para tirar a calça jeans dele e descobriu que ele também estava de tênis. Tirou tudo. Deixou seu marido apenas de cueca. Subiu beijando suas pernas e seus seios arrastaram na canela dele que arranhou suavemente suas costas. Imaginou que seria chupado. Mas ela tinha outros planos.
Sentou-se de frente sobre ele. Ali, beijaram-se eternamente. Se o pau dele pulsava, ela rebolava para senti-lo pulsar cada vez mais. A mão dele passava inquieta por dentro do kimono, ora apertando, ora arranhando, ora apenas sentindo a pele macia da parceira. Resolveu tirá-lo devagar dando beijos pela parte que o tecido descobria, ombro, braço, seio. A seda deslizou pelo corpo dela até chegar ao chão sobre o pé dele, que afastou energicamente até ela pedir para que o fizesse devagar para não rasgar a roupa. Riram com os rostos colados. Os mamilos, narizes, barrigas também estavam. Ela não parava de rebolar. Ele passou a mão pelas suas costas e chegou com as duas na sua bunda e foi só quando percebeu que ela vestia uma calcinha e já percebeu qual era. Quis vê-la. Ele adorava essa calcinha, deixava o bumbum dela muito bonito e excitante.
Mas hoje não iria ver.
Ela se levantou e se sentou novamente, mas agora de costas para ele. Abriu as pernas dele para isso e seguiu movimentando o quadril. Esticou o braço lentamente sobre a mesa para não esbarrar em nada e alcançou o Pulse que estava ali esperando eles.
Os gemidos começavam a ocupar a sala. A respiração profunda. A respiração presa e subitamente solta. Ela mordia os lábios. Ele arranhava as costas dela e imaginava aquela bunda de fio dental. Pegou o cabelo dela e o reuniu todo na sua mão esquerda e emendou num tapa com a mão direita na bunda dela. Puxou seu corpo para trás, atacou seu pescoço com uma chupada e um beijo agarrando seu peito com as duas mãos. Ela usava a mão para apalpar o saco e o início do pau dele.
Ligou o Pulse. Ele pôde ouvir a vibração. Mas não sabia qual brinquedo era. Cogitou que fosse um estimulador de próstata. Mas não ousou perguntar. Logo ele saberia. Ela passou suavemente pelo saco dele, um pouco mais embaixo, voltou para a base do pau, para o saco, mais para baixo. Suas costas se apoiavam no peito dele. E eles se beijavam. Ele passou o braço pelo tronco dela e entrou na calcinha para tocar na buceta dela. Não tinha dúvidas de que estaria muito molhada. E estava.
Ela deu o vibrador na mão dele. Ele rapidamente entendeu qual era.
Ele a pôs de pé. Ajoelhou-se e tirou a calcinha dela beijando cada parte da sua bunda, coxa e panturrilha. Enquanto isso, passava o Pulse entre as duas coxas de cima para baixo e de baixo para cima quase chegando à buceta.
Ela não resistiu e abriu um pouco as pernas. Ele subiu com a boca e beijou o espaço deixado por ela. Pôde sentir a buceta dela escorrendo. Colocou o Pulse na buceta dela pela frente e a beijou por trás. Ela quis se jogar sobre a mesa, mas iria fazer besteira.
Então, o puxou e fez isso no sofá. Jogou-se de quatro no sofá, e ele veio por trás devorando tudo. Abria bem a bunda dela para chupar o cu enquanto colocava o Pulse na buceta. Ela rebolou na cara dele. Parou de beijar sua bunda e pediu para ela se deitar. Ela obedeceu. Ele a penetrou com dois dedos enquanto usava o Pulse no clitóris. Ele não podia ver, mas pôde ouvir. Ela gemeu alto e gozou em poucos minutos. Ou talvez segundos.
Ele veio por cima para beijá-la. Os gemidos dela acabaram na boca dele que já foi tirando a cueca.
Ela se levantou e foi até a mesa. O tesão havia tomado conta e ela foi com mais confiança do que deveria, mas não cometeu deslizes no zigue-zague entre pratos, taças e caixa e alcançou o lubrificante.
Quando voltou ao parceiro, ajoelhou-se e o chupou devagar. Parecia estar conhecendo o pau dele. Logo descobriu todos os caminhos. Brincou com as bolas dele, depois subiu os dedos e beliscou os mamilos dele. Sabia que ele gostava disso. Ficou apenas com a cabeça do pau dele na boca passando a língua e sugando enquanto brincava com os mamilos dele. Ele segurava firme o cabelo dela. Ela queria que ele visse a cara dela de safada e excitada naquela hora. Ele queria estar vendo a cara dela de safada e excitada com o pau dele na boca. Ela passou um pouco de lubrificante na ponta dos dedos e foi percorrendo o períneo até chegar no cu dele. Ele afastou um pouco as pernas para que ela alcançasse e depois se sentou no sofá bem abertinho.
Ela jogou um pouco mais de lubrificante e passou a chupá-lo fazendo fio terra. Ele gemia alto. Ela queria gemer, mas não conseguia de boca cheia.
Ela aproveitou que ele estava sentado e se sentou nele. Primeiro de costas. Quicou forte enquanto alcançava o cu dele com a ponta dos dedos. Ele soltava uns tapas na bunda dela e com a outra mão segurava seu quadril para ajudá-la nos movimentos. Agora, a sala era preenchida de som. O impacto dos corpos, o gemido dele, o gemido dela, o sofá arrastando no chão. Ela sentia o pau dele muito duro.
Quando suas pernas fraquejaram de quicar forte, virou-se de frente e se sentou devagarinho para ele. Colocou o Pulse para vibrar no clitóris enquanto o pau dele fazia movimentos curtinhos dentro dela. Beijavam-se apaixonadamente. Ele elogiou o cheiro dela entre os beijos. Ela sorriu porque ele notou a diferença. Estava prestes a gozar. Esticou os braços até a parede pressionando os peitos contra o rosto dele. Voltou com uma mão para colocar o Pulse na buceta. Ele disse que também ia gozar. Ela puxou o rosto dele e o sufocou entre seus seios. Ele gemia que ia gozar junto com ela, mas ela mal conseguia ouvir suas palavras abafadas. Ele voltou a respirar apenas quando ela gozou e soltou sua cabeça. Tomou ar após o orgasmo. Ela também. Reduziu o rebolado. Sentiu o pau dele pulsar dentro dela ejaculando. Ela mordeu os lábios voltando a si, mas ainda mexendo bem devagar. Ouvia o parceiro respirar ofegante à sua frente.
Inclinou-se para dar uns beijinhos em seu rosto, pescoço e depois vários selinhos na boca. Enquanto não se recuperava, ele não retribuía. Mas assim que pôde devolveu os beijos. Ele abraçou a parceira firme e depois caíram para o lado no sofá se beijando. O pau dele amoleceu e escapuliu de dentro da buceta dela. Ela logo sentiu o gozo dele escorrendo. Agitou-se para levantar dizendo que ia manchar o sofá. E ele logo respondeu: “Manchar? Ninguém vai ver, é tudo escuro”.
Eles riram e ela rolou para que eles caíssem juntos devagar no chão.
Pronto, no chão era mais tranquilo. Ficaram ali jogados por um tempo conversando e se tocando, não sexualmente, apenas carinhosamente. No escuro, não sabiam que horas eram ou o que acontecia lá fora. Só sabiam que estavam bem. E então cochilaram sem querer.