- Blog, Contos Eróticos
- julho 23, 2026
Conto lésbico
Jaqueline sempre namorou homens. Ela sempre é o tipo de mulher que chama atenção em todos os lugares pela energia que emana. Com seus cabelos volumosos, levemente encaracolados e um sorriso largo, Jaqueline é o tipo de pessoa que todos querem ter por perto e, por isso mesmo, a cada semestre ela engatava um novo relacionamento que nunca dava certo. Tal energia acabava também aguçando a curiosidade de muitas mulheres, mas ela nunca deu muita ideia para isso. Mal sabia ela que isso mudaria em breve, assim que Lia cruzasse seu caminho.
Lia era amiga da Marcela, melhor amiga da Jaqueline, e estava no Brasil de férias, após um longo período em Roma, para onde havia se mudado a trabalho. Lia tinha cabelos bem pretos e curtos, na altura do queixo, e olhos muito azuis. Ela não carregava uma energia avassaladora, mas tinha um olhar profundo que mexeu com os pensamentos da Jaque assim que as duas foram apresentadas.
E pelos dias seguintes, as três fizeram diversos programas turísticos, curtiram cada evento da cidade, passaram por muitos bares, restaurantes e, vez ou outra, Jaqueline se pegava olhando para Lia com uma curiosidade que ela nunca havia tido por uma mulher. Sempre que as duas se olhavam, Jaque sentia seu coração bater num ritmo diferente. Era como se os olhos azuis de Lia a deixassem vulnerável, à espera de algo que nem ela sabia o que era. E assim os dias foram passando, e o desejo dentro de Jaqueline crescendo cada dia mais.
Numa noite de sexta, Marcela propôs que Jaque fosse com ela e Lia para um bar novo que ela vira na rede social, e combinaram de se encontrar no apartamento da Marcela para que as três saíssem juntas. Às 20h30, Jaqueline tocou a campainha do apartamento e foi recebida por Lia. As duas se olharam por alguns segundos antes de darem um abraço e, naquele momento, ficou claro que Lia também alimentava uma curiosidade em segredo. Papo vai, papo vem, a garrafa de vinho aberta como “aquecimento” já estava quase no final quando, de repente, começou a cair um temporal daqueles que alagam as ruas e que deixa qualquer corrida de Uber 3 vezes mais cara. Como as amigas não tinham pressa, decidiram continuar bebendo enquanto os planos da noite iam sendo reformulados.
Lia começou a contar sobre como era a vida em Roma e como, depois de 30 anos, havia se permitido a experimentar novas “coisas” em um lugar no qual ela não conhecia ninguém. E assim, Marcela e Jaqueline se divertiam ouvindo as histórias boas e outras nem tanto sobre todas as experiências sexuais que Lia havia tido fora do país. Inclusive sobre como foi a primeira vez que ela ficou com uma mulher e como tinha gostado. “Sexo com mulher é diferente… a gente viaja no corpo uma da outra e se deixa levar por um tesao que pode durar horas. Eu nunca tive uma experiência de chupada tão boa quanto tive com uma mulher”. Disse Lia, olhando fixamente para Jaque, quase como um convite.
As horas foram passando e os planos de sair cada vez mais distantes. Marcela bebeu tanto vinho que foi pegar alguma coisa no quarto, deitou na cama e dormiu. Ao perceber o fato, Lia encostou a porta do quarto de Marcela, voltou para a sala, onde Jaqueline estava sentada no sofá e disse: “Bom, parece que agora só somos nós”. Jaque levantou em direção à Lia, olhou no fundo daqueles olhos azuis e a beijou. Era como se as duas estivessem se reencontrado de outros carnavais. O cheiro, o toque, o ritmo do beijo, tudo era familiar. Jaqueline sentiu o corpo relaxar de tal forma que sequer parecia que era sua primeira vez provando a boca de uma mulher. As duas se beijaram por alguns minutos, até que Lia abaixou as alças do vestido de Jaqueline, deixando seus peitos perfeitamente redondos e levemente caídos à mostra. A cada beijo molhado descendo em direção aos seus peitos era uma nova sensação no corpo de Jaque. Sua pele estava arrepiada, sua buceta ficava úmida aos poucos e ela simplesmente se deixou levar por aquele momento.
O vestido de Jaque caiu completamente e Lia conduziu seu corpo para o sofá, até que ela se sentasse. Após chupar seus peitos lentamente, Lia ia descendo pela barriga devagar, lambendo cada milímetro daquela pele, que exalava tesão. “A experiência entre duas mulheres pode durar horas”, ela dizia enquanto afastava levemente a boca, “e eu quero te chupar de um jeito que você nunca vai esquecer”, completou a frase voltando a boca para a virilha da Jaque. Essa, por sua vez, passava a mão nos cabelos pretos e macios de Lia, e abria cada vez mais as pernas, dando passe livre para toda aquela experiência. Lia beijou devagar a buceta, ainda por cima da calcinha, e percebeu o quão excitada Jaque estava. Ela chegou a calcinha para o lado e lambeu os grandes lábios com a língua bem leve, molinha, enquanto acariciava a parte interna das coxas da Jaqueline. Ela pedia mais e rebolava devagar, pressionando a cabeça da Lia contra sua buceta.
Nesse momento, Lia tirou da bolsa seu Bullet Pulse e decidiu deixar aquela experiência ainda mais inesquecível. Enquanto chupava lentamente a Jaque, ela brincava com o Pulse por toda sua buceta. Intercalava vibrações mais rápidas com mais lentas e, de vez em quando, encostava no clitóris. Jaque se contorcia de tanto prazer. Ao mesmo tempo que tinha receio da sua amiga acordar, todo aquele cenário a deixava com ainda mais tesão. Lia pediu que Jaque segurasse o Pulse do jeito que ela quisesse, enquanto metia os dedos devagar, intercalando com lambidas lentas e molhadas. Quando Jaque se contorcia cada vez mais, Lia levantou do chão, para sentar ao lado dela e beijá-la na boca. E assim, sendo beijada, tocada e com o Pulse, Jaqueline teve seu primeiro orgasmo com uma mulher.
O cheiro de sexo tomou conta da sala. Jaque ficou uns minutos ali, voltando à realidade, enquanto Lia reabastecia sua taça de vinho e olhava para Jaque com um olhar quase incrédulo diante de toda aquela beleza. Jaqueline sorriu, chegou mais perto dela e sussurrou em seu ouvido “Agora é a minha vez”.
O tempo passou e, desde então, Jaqueline tem destino certo para suas férias: Roma.
Escrito por Paola Q. exclusivamente para Désir